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Especialista alerta para diagnóstico precoce do câncer de testículo, que vitimou ex-jogador do Vitória

Tumor é considerado raro e mais frequente na faixa etária dos 15 aos 35 anos

  • Foto do(a) author(a) Tharsila Prates
  • Tharsila Prates

Publicado em 2 de abril de 2025 às 22:18

Leandro Domingues enfrentava o câncer há três anos Crédito: Reprodução

morte do ex-jogador Leandro Domingues, 41 anos, ídolo da torcida do Vitória, reacende a necessidade de atenção para o câncer de testículo, que, embora considerado raro, é mais frequente entre homens jovens.

Segundo dados atualizados para 2025 pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 1.700 novos casos de câncer de testículo este ano. A doença representa cerca de 1% de todos os tumores malignos masculinos, mas lidera entre homens na faixa etária de 15 a 35 anos.

“O câncer de testículo costuma evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, só é diagnosticado em fases mais avançadas. Sinais como aumento do volume testicular ou dor local devem ser sempre investigados”, alerta o urologista Nilo Jorge Leão, coordenador e fundador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).

Diagnosticado em 2022, Leandro enfrentou inicialmente um tratamento oncológico convencional, mas evoluiu com recorrência, exigindo abordagens mais complexas. “Casos como esse mostram o quanto o diagnóstico precoce pode fazer a diferença no desfecho da doença”, reforça o especialista.

Entre os fatores de risco estão histórico familiar, criptorquidia (testículo que não migrou adequadamente para o escroto na infância) e infecções testiculares prévias. “O autoexame testicular é um aliado importante, mas não substitui o acompanhamento regular com um urologista”, destaca Leão, que também coordena os serviços de Urologia dos Hospitais Mater Dei Salvador e Municipal.

O tratamento depende diretamente do estágio da doença. Em fases iniciais, a orquiectomia (remoção cirúrgica do testículo afetado) pode ser curativa. Nos estágios mais avançados, associações com quimioterapia, radioterapia ou até transplantes, como o de medula óssea, podem ser necessários.

Apesar da gravidade potencial, o câncer de testículo apresenta altas taxas de cura - superiores a 95% quando diagnosticado precocemente. Por isso, ações de conscientização e educação em saúde são fundamentais.