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Arte negra no Muncab: conheça a nova exposição do CCBB que chega a Salvador neste sábado

Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira tem 150 obras de 68 artistas, 12 deles baianos

  • Foto do(a) author(a) Tharsila Prates
  • Tharsila Prates

Publicado em 28 de março de 2025 às 16:10

Obra de André Vargas, uma espécie de epígrafe da exposição
Obra de André Vargas, uma espécie de epígrafe da exposição Crédito: Tharsila Prates/ CORREIO

Artistas da nova geração em diálogo com mestres históricos a serviço do resgate da ancestralidade. Será aberta neste sábado (29), dia em que Salvador comemora 476 anos, a exposição Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira, promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Salvador, em parceria com o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab).

O casarão da Rua das Vassouras no Centro Histórico abrigará, até 31 de agosto, 68 nomes da arte, sendo 12 baianos, e suas mais de 150 obras, entre telas, fotografias, esculturas e instalações, divididas em cinco eixos temáticos - cada um com um homenageado. São eles: Arthur Timótheo da Costa, Rubem Valentim, Maria Auxiliadora, Mestre Didi e Lita Cerqueira.

O percurso da curadoria do pesquisador Deri Andrade, responsável pelo Projeto Afro, plataforma que mapeia artistas negros no país, foi cuidadosamente pensado entre o térreo (começo) e o primeiro andar, com os três eixos finais. O visitante vai sendo apresentado a um panorama da produção artística afro-brasileira e se encanta com trabalhos consagrados e também com a criatividade de jovens artistas de diversos lugares, como a própria Salvador, Feira de Santana, Aracaju, São Paulo e Sabará (MG).

É do paulista Vitu de Souza a série Idiossincrasias, com 11 fotos de mãos em plena atividade produtiva. São de artistas mineiros que posaram para Vitu em seus ateliês. “A ideia foi registrar o mais primal da produção artística. É uma obra que mostra os bastidores e que dá um testemunho a partir das mãos”, explica o criador, graduando em Museologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

‘Critkar’

Já o sergipano Davi Cavalcante prepara uma performance para este sábado (29), às 13h, em frente ao seu muro onde se leem nos tijolos: Presumir, Culpar, Odiar, Repudiar e Critkar. O objetivo do jovem é propor uma reflexão para, justamente, derrubar os muros erguidos quando presumimos, culpamos, odiamos... “Como uso a minha atitude de ódio e crítica? Construo pontes ou muros?”, questiona Davi.

Davi Cavalcante: Do que são feitos os muros
Davi Cavalcante: Do que são feitos os muros Crédito: Tharsila Prates/ CORREIO

E o que dizer/ sentir diante de três fotos imensas, que carregam a verdadeira história, e não aquela contada nos livros? Vó Dinorá, mãe Sueli e tia Simone fizeram de Massuelen Cristina a mulher e artista que ela é hoje. Às margens do Velha, na mineira Sabará, a avó buscava no rio os elementos para erguer a casa onde moravam. Dona Sueli a criou sozinha, desde os 3 anos. “Tia Simone me ensinou a ser essa pessoa emocionada que me tornei. Eu empresto a minha história para vocês pensarem a de vocês”, revela Massu.

Da capital baiana, Guilherme Almeida buscou nas fotos de infância um autorretrato estilizado. Ele está pintado ali, no canto, em uma reunião familiar, num dos aniversários que teve, regado, na arte, a bolo de flores. “As flores são, aqui, um símbolo de delicadeza. Mostro que, com afeto, cuidado e atenção, qualquer criança, assim como uma flor, cresce e se desenvolve.”

Obra de Guilherme Almeida: Mais um ano próspero para fazer o jardim florescer
Obra de Guilherme Almeida: Mais um ano próspero para fazer o jardim florescer Crédito: Tharsila Prates/ CORREIO

Em suas exibições anteriores no CCBB de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, a exposição, que conta com obras inéditas na capital baiana, já recebeu mais de 300 mil visitantes e se consolidou como uma das mostras mais assistidas em 2024.

"A exposição propõe um olhar sobre a presença negra na história da arte brasileira e sua influência nas construções visuais do país. Salvador, com toda sua relevância histórica e cultural, era um destino essencial para essa itinerância. O Muncab, como espaço de referência, amplia ainda mais esse diálogo", convida o curador Deri Andrade.

O curador Deri Andrade em frente a obra de Adriano Machado
O curador Deri Andrade em frente a obra de Adriano Machado Crédito: Tharsila Prates/ CORREIO

Serviço:

Exposição: "Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira"

Período: 29/03/2025 a 31/08/2025

Visitação: Terça a domingo, das 10h às 16h30

Local: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) – Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico, Salvador

Entrada: os ingressos estão disponíveis online ou na bilheteria do museu

Valores: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Clientes BB - direito a meia-entrada mediante a apresentação do RG e Cartão de Crédito ou Débito. Direito a 1 acompanhante.

Funcionários BB - acesso gratuito ao museu com apresentação do RG e comprovação profissional.