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Donaldson Gomes
Publicado em 24 de julho de 2021 às 05:00
- Atualizado há 2 anos
“Não é um produto”, avisa Luciano Lopes, diretor-executivo da Prima Empreendimentos, sobre o trabalho que a empresa desenvolve há 15 anos em Baixio, distrito de Esplanada, no Litoral Norte. “Estamos desenvolvendo um destino”, explica. O Ponta de Inhambupe, empreendimento que a empresa está lançando agora, é apenas o primeiro de alguns que serão apresentados nos próximos 10 anos, mas a Prima está longe de ser uma desconhecida na comunidade do Baixio. “Nós chegamos lá para ficar”, garante Lopes. Neste contexto, a empresa calcula quase R$ 1 bilhão investidos no país, sendo grande parte do volume na localidade marcada por paisagens de tirar o fôlego no Nordeste da Bahia. Luciano Lopes, diretor executivo da Prima Empreendimentos e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia – ABIH-BA. Como vocês chegaram à ideia de desenvolver um destino turístico?>
Os nossos acionistas tem empresas com 200 anos de mercado na Espanha. Tem de 1798, na área têxtil, de 1824, que vêm desde a Época da Revolução Industrial, são negócios que vão sendo passados de geração em geração. Então, eles procuram fazer investimentos para diversificar. >
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Como vocês pretendem preparar a população?>
Uma das coisas que fizemos foi um programa chamado Voar, que é a sigla de valor, oportunidade, aprendizado e responsabilidade. Todo o trabalho foi muito focado no primeiro momento em capacitar as pessoas, em criar uma consciência. Só depois disso começamos a pensar em desenvolver os produtos. >
Qual é a situação atual do projeto?>
Nós já temos 16 anos de atuação, já fizemos todo o trabalho de licenciamento ambiental. Hoje Baixio é a maior área do Brasil com licença para o desenvolvimento de projetos turísticos e imobiliários. Preparamos o nosso masterplan e só agora nos preparamos para entregar o primeiro projeto, que é o Ponta de Inhambupe. É um hotel boutique, um condomínio residencial e um condomínio comercial, que devem ser entregues no último trimestre do ano. Em agosto, vamos intensificar os esforços para a capacitação da população. >
Os projetos já tiveram algum impacto no mercado de trabalho local?>
Na obra do Ponta de Inhambupe, chegamos a ter 380 funcionários. Para nossa felicidade, 85% da mão de obra foi contratada no entorno de 20 quilômetros. Isso demonstra a importância de envolver a comunidade. Muita gente teve oportunidade de empregos. Hoje na obra tem em torno de 150 pessoas diretamente, mais 70 pessoas em atividades agrícolas e turísticas, relacionadas aos projetos.>
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Isso sem falar no chamado “efeito renda”, não é?>
Existe um efeito multiplicador. Tem situações bem interessantes, temos famílias inteiras trabalhando conosco. Mães na pousada, filha num restaurante, marido na obra, filho na atividade agrícola. É muito bonito ver isso funcionar. Além disso tudo que eu falei, a gente acaba levando também infraestrutura para o local. Agora, estamos construindo uma estação de tratamento de esgoto para um condomínio, mas que terá capacidade para atender quatro mil pessoas. Ou seja, todo o esgotamento da vila de Baixio vai passar a ter um destino final adequado, que hoje não tem. >
Qual o investimento realizado e quanto está previsto?>
A Prima já investiu no Brasil em torno de R$ 990 milhões, tanto nos projetos no Baixio, como também em Salvador, no Hotel Fasano, que é de nossa propriedade. Da mesma maneira que trouxemos o Fasano para Salvador, teremos uma unidade em Baixio. >
O senhor mencionou inicialmente que foi feito um trabalho criterioso para a escolha do local. O que fez a diferença a favor do Baixio?>
Primeiro, a beleza natural. A região tem muitas lagoas, rios, a natureza é exuberante. Deus foi muito generoso, moldou aquele lugar. Temos 14 quilômetros de praias, 1,3 mil hectares, 73 milhões de metros quadrados e o nosso objetivo é ocupar no máximo de 15% a 20% da propriedade. O restante, 80% vai se manter preservada, para atividades ao ar livre, turismo de natureza, trilhas, canoagem, observação de pássaros, isto tudo está em nosso master plan. Além do Baixio em si, o Litoral Norte é um dos locais no Brasil que tem uma das melhores infraestruturas para o desenvolvimento turístico e imobiliário. Você não encontra outros lugares com uma estrada como a Linha Verde. O caminho já é bonito, com belas paisagens. Tem água, energia elétrica. Isso tudo a 108 quilômetros do Aeroporto de Salvador. >
O Litoral Norte ainda tem potencial para crescer?>
Sem dúvidas. A implantação da Costa do Sauipe, depois Iberostar, Palladium, empreendimentos que trouxeram desenvolvimento para Praia do Forte, Imbassaí... E isso tudo vai criando no Litoral Norte um eixo para o desenvolvimento de projetos turísticos e imobiliários, que você não vê em outros locais do país. >
A Prima atua no Baixio desde 2005, qual é o prazo para conclusão do projeto?>
Nós definimos um conjunto de projetos que iremos desenvolver nos próximos dez anos. Este ano entregamos o primeiro, aí já começa a ter um público maior indo para lá. E partir daí iremos lançando outros. Teremos o Fasano, já estamos trabalhando nisso e estamos preparando para dar entrada na licença de implantação para iniciar a obra no final de 2022. Vamos lançar um condomínio de lotes, tem muito para acontecer.>
O Boom do Litoral Norte é uma realização do jornal Correio com o patrocínio do Iberostar e da Prima Empreendimentos.>