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Da Redação
Publicado em 6 de novembro de 2020 às 15:24
- Atualizado há 2 anos
A construção diária das narrativas é marcada, em parte, pela existência de lugares que ganham o imaginário popular ao longo de décadas, como os bares que Hemingway frequentava em Cuba, por exemplo. Quando um deles deixa de existir, todos sentimos a perda, mesmo sem nunca termos atravessado suas portas. A notícia do fim de espaços como o restaurante Mini Cacique, “casa” de artistas como Carybé e Pierre Verger, e de amantes das artes, como o marchand Dimitri Ganzelevitch, é um exemplo dessa constante decadência que tem nos abatido. Aberto em 1974 por Caline Sena e Luis Martinez Esteves, o local era conhecido pela culinária e simpatia. Localizado na rua Ruy Barbosa, nº 29, no Centro Histórico, não resistiu à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus e fechou as portas. Ficaremos não só sem a rabada, a paella e o famoso cozido das quintas-feiras, como também sem a referência de um lugar que já foi ponto de encontro de tanta gente inspiradora. Leia mais notícias no Alô Alô Bahia.>