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Da Redação
Publicado em 27 de março de 2020 às 10:47
- Atualizado há 2 anos
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu que errou ao apoiar a campanha "Milão não para", que incentivava os moradores a continuarem com suas atividades normais, apesar dos casos de coronavírus. >
Na época, a região da Lombardia, na qual Milão fica localizada, tinha 250 pessoas infectadas pelo vírus, com 12 mortes. Na manhã desta sexta-feira, havia mais de 34.889 casos da doença confirmados na região, com 4.861 mortes, mais do que em qualquer outro ponto do país, que já soma 80.589 infecções, com 8.215 mortes.>
"Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas", disse o prefeito, durante o programa Che tempo che fa, que foi ao ar na televisão italiana no último domingo.>
Ele chegou a postar o vídeo em seu perfil no Instagram, que falava sobre os "milagres" feitos diariamente pelos cidadãos de Milão, de seus "resultados econômicos importantes" e de que a população "não tinha medo". >
O prefeito também postou uma foto usando uma camisa que tinha escrito "Milão não para".>
O próprio primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, dizia na ocasião que fechar as fronteiras do país "causaria danos econômicos irreversíveis e não era praticável". Todos tinham uma certeza: o país não podia parar. A Itália tinha 650 infectados. >