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Funcionária de creche que matou bebê 'porque não conseguia mais ouvir choro' é condenada a 25 anos de prisão

Ela obrigou a criança a ingerir um produto a base de soda cáustica

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 4 de abril de 2025 às 08:50

Funcionária de creche que matou bebê após obrigá-lo a tomar soda cáustica é condenada a 25 anos de prisão
Funcionária de creche que matou bebê após obrigá-lo a tomar soda cáustica é condenada a 25 anos de prisão Crédito: Shutterstock

Uma assistente de creche francesa, identificada como Myriam Jaouen, foi condenada a 25 anos de prisão após ter provocado a morte de um dos bebê de 11 meses que estava sob sua responsabilidade. Ela foi acusada de “tortura” por ter feito a criança ingerir um produto a base de soda cáustica, usado para desentupir canalizações. De acordo com informações das agências internacionais, a ré reconheceu o crime, que ocorreu em 2022, mas não explicou claramente o que a motivou a praticá-lo.

Após ser detida, a assistente da creche admitiu que havia feito o bebê ingerir o líquido corrosivo, mas sempre negou que quisesse matá-la. Depois de apresentar várias versões, ela admitiu ter segurado a cabeça da menina e despejado o produto em sua boca e a obrigado a beber porque não conseguia mais suportar o choro da menina.

A promotoria pediu 30 anos de prisão para a cuidadora, alegando que, consciente do que estava fazendo, ela “tirou covardemente a vida de uma criança indefesa”. No entanto, os jurados rejeitaram a acusação de homicídio doloso (com intenção de matar) e a assistente de creche de 30 anos foi condenada por “tortura ou atos de barbárie que resultaram em morte”. Advogada da defesa, Julia Coppard alegou que a ré foi tomada por uma “violência impulsiva”.

“Naquele dia, acredito que Myriam chegou ao limite do que podia dar, ao máximo de sua capacidade mental”, defendeu a advogada, após os especialistas apresentarem suas análises. Ela apresentou a ré como uma jovem funcionária sobrecarregada por um trabalho para qual não tinha as habilidades necessárias. "Ela parou de pensar, estava desconectada, agiu de forma agressiva", relatou.

No laudo psiquiátrico apresentado à Justiça, Myriam é descrita por um ex-companheiro como "uma pessoa impulsiva". Ela sofre de uma "deficiência intelectual de leve a moderada" e tem "uma tendência à mitomania e à fabulação". A trajetória escolar da ré foi marcada por notas baixas, o que a impediu de avançar nos estudos. Myriam obteve apenas um diploma profissionalizante de ensino médio para trabalhar como auxiliar de creche. Apesar de suas deficiências e falta de experiência, a jovem foi contratada pelo grupo People & Baby, que administrava a microcreche Danton Rêve.

O crime ocorreu no dia 22 de junho de 2022, quando Myriam Jaouen estava sozinha na abertura do estabelecimento. O pai de Lisa chegou para deixar o bebê e, poucos minutos depois, duas mulheres que levaram seus filhos encontraram a funcionária em pânico e a criança vomitando, gravemente queimada. A bebê morreu no final da manhã no hospital.