Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Da Redação
Publicado em 26 de março de 2020 às 15:48
- Atualizado há 2 anos
O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi considerado nesta quinta-feira (26) como um criminoso pelo governo dos EUA. Segundo a agência Reuters, Maduro é acusado de narcoterrorismo e conspiração para exportar cocaína ao país norte-americano.>
As investigações foram conduzidas nos estados de Nova York, Washington e Flórida. Além de Maduro, serão acusadas outras autoridades venezuelanas e membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), diz um comunicado da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA.>
O procurador-geral dos EUA William Barr anunciou as acusações nesta quinta-feira (26) em uma entrevista coletiva junto com o chefe da Administração de Repressão às Drogas e promotores federais de Manhattan e Miami. A acusação de um chefe de Estado é muito incomum. >
Em comunicado, o Departamento de Estado também colocou o presidente da Venezuela na lista de producrados estabeleceu uma recompensa de até US$ 15 milhões (R$ 75 milhões) por informações relacionadas a Maduro. >
Ainda segundo a Reuters, a acusação defende que o venezuelano liderou e ajudou a administrar uma organização de narcotráfico chamada Cartel de Los Sols, que teria feito do uso de cocaína uma "arma contra os EUA".>
Os documentos apresentados ao tribunal também afirmam que Maduro negociou remessas de toneladas de cocaína produzidas pelas Farc, instruiu seu cartel a fornecer armas de nível militar ao grupo e coordenou assuntos externos com Honduras e outros países para "facilitar o tráfico de drogas em larga escala". >
Em uma publicação no Twitter, Maduro condenou a medida e acusou EUA e Colômbia de darem ordens para "encher a Venezuela de violência". "Como chefe de Estado, sou obrigado a defender a paz e a estabilidade de toda a pátria, em qualquer circunstância que surja", escreveu Maduro.>