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Carol Neves
Publicado em 28 de março de 2025 às 14:03
Um dos mais tradicionais espaços de culto afro-brasileiro de Salvador, o Zoogodò Bogum Malè Rundò, será palco neste sábado (29) de uma importante discussão sobre saúde mental e processos de iniciação no candomblé. A partir das 10h, o terreiro fundado no século XIX recebe mais uma edição do projeto Okàn Dúdù, criado por Laísa Gabriela de Sousa para fortalecer os laços comunitários através do diálogo e da troca de saberes. >
Localizado no Engenho Velho da Federação e liderado por Naadoji Índia Mello, o Bogum representa um importante marco da nação Jeje-Mahi na preservação das tradições afro-brasileiras. "Criamos um espaço que respeita a hierarquia do Candomblé, mas que também abre caminho para discussões essenciais como acolhimento, combate ao racismo religioso e pertencimento", explica Laísa sobre a iniciativa que já abordou sete temáticas diferentes em rodas de conversa.>
Esta etapa marca o encerramento do ciclo atual do projeto, que pretende ampliar seu alcance através da produção de um documentário e palestras em escolas. "Nossa história é de resistência. O Okàn Dúdù fortalece essa caminhada com reflexões importantes para nossa existência", complementa a idealizadora sobre a ação que tem como foco principal o acolhimento aos yawò (iniciantes) e o cuidado com a saúde mental dentro dos terreiros.>
O evento gratuito acontece em um dos mais significativos espaços de resistência cultural negra da cidade, reforçando o papel dos terreiros como locais de preservação ancestral e ao mesmo tempo de discussão sobre desafios contemporâneos enfrentados pelas comunidades tradicionais de matriz africana.>
SERVIÇO>
O quê: Roda de conversa do projeto Okàn Dúdú>
Quando: 29 de Março de 2025 às 10h>
Onde: Zoogodò Bogum Malè Rundò (Engenho Velho da Federação)>
Entrada: Gratuita>