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Pagodão, pop e muito medley: veja tudo que rolou no show de aniversário de Salvador

Apresentação musical no Pelourinho marcou os 476 anos da capital baiana

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 30 de março de 2025 às 20:05

Àttooxxá e Rachel Reis no show de aniversário de Salvador
Àttooxxá e Rachel Reis no show de aniversário de Salvador Crédito: Marina Silva/CORREIO

Uma mistura de ritmos que só poderia ser realizada aqui, na primeira capital do Brasil. No final de semana em que Salvador celebra seus 476 anos de Salvador, o ato final da festa não poderia ter sido mais a cara da cidade. Uma multidão se reuniu neste domingo (30), para acompanhar o espetáculo que contou com sete atrações na Praça Municipal, no Pelourinho.

Que Salvador é mãe que abraça a todos todo mundo sabe. E foi o clima de união em cima dos palcos que acolheu a grade formada por artistas de diferentes naturalidades. O pop de Pabllo Vittar, a batida envolvente de Attooxxá, o swing de Rachel Reis e Sued Nunes, além da resistência de Russo Passapusso, Larissa Luz e Cortejo Afro. Teve espaço de sobra para tudo isso.

Russo Passapusso e Larissa Luz cantam juntos
Russo Passapusso e Larissa Luz cantam juntos Crédito: Marina Silva/CORREIO

Quando os últimos raios de sol de domingo ainda iluminavam a Praça do Municipal, Cortejo Afro e Sued Nunes iniciaram a apresentação. O palco montado em frente à prefeitura de Salvador, entre o Elevador Lacerda e a Câmara Municipal, parecia sempre ter estado ali. Quando Àttooxxá deu início a sua participação, não teve quem ficasse parado.

O vocalista da banda Oz Bvng não escondeu que comandar a comemoração do aniversário da capital baiana é tarefa que exige responsabilidade. Para homenagear Salvador, o grupo apresentou "Terra Sagrada". "Uma música que fizemos para essa terra, que mostra o quanto ela é importante para a gente", disse o cantor. Depois de o público abrir rodas e bater cabeça com "Blvck Bvng", Àttooxxá tomou para si o lugar de anfitrião da festa e convidou a feirense Rachel Reis ao palco.

Reverenciada pelo público soteropolitano, a artista cantou Timbalada e músicas próprias, como "Maresia" e "20h". Depois, as letras combativas de Larissa Luz mudaram o ritmo do show. A temperatura subiu com "Ritual Baile", música lançada pela artista em 2024.

Foi a deixa para que Russo Passapusso, sem outros integrantes da BaianaSystem, subisse ao palco. A mistura das músicas de todos eles, o medley, foi um dos pontos altos. O hino "Liberdade", de Edson Gomes, e "Depois Que o Ilê Passar" não deixaram dúvidas: a festa só poderia ser mesmo realizada em Salvador.

Em aparição solo, Russo entoou "Balacobaco", "Duas Cidades" e "Bala na Agulha", sucessos da BaianaSystem, acompanhado pelo público ofegante. "Lute pelo seu direito de festejar", bradou antes de deixar o palco. 

Apesar da participação de grandes artistas, a baianidade foi a grande estrela do show. Ela esteve presente no samba de roda, no pagodão e no samba reggae, passando pelo soul e MPB. Houve espaço também para o pop de Pabllo Vittar.

Pabllo Vittar foi uma das atrações da festa
Pabllo Vittar foi uma das atrações da festa Crédito: Marina Silva/CORREIO

Aliás, quem dominou a frente do palco foram os fãs da drag queen. "Eu não vejo a hora de ver Pabllo pessoalmente pela primeira vez", disse João Victor, 24, emocionado. 

Quando a última convidada apareceu, os gritos dos fãs e os barulhos dos leques foram ouvidos por todos os cantos da Praça Municipal. "Boa noite, Salvador! É um prazer estar aqui. Sempre que eu posso prestigiar essa cidade, eu venho, porque eu amo vocês. Essa cidade faz parte da minha história, e vocês também", celebrou Pabllo, que é natural de São Luís, no Maranhão. 

Os hits "Problema Seu" e "São Amores" levaram o público à loucura e confirmaram o que o soteropolitano sabe bem: não há quem não seja bem recebido em Salvador. Ao final da festa a sensação era de dever cumprido. A festa de mais um ano foi encerrada com sucesso. Há quem já esteja ansioso para a próxima.