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O que houve com as águas de março? Entenda por que choveu abaixo da média

Bairro que registrou maior índice pluviométrico ficou abaixo da média esperada para o mês

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 2 de abril de 2025 às 11:14

Inmet emite alerta de chuva para estados brasileiros
Meteorologista explica por que choveu abaixo da média no mês de março Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Quem esperou que as águas de março apareceriam para fechar o Verão, se decepcionou. Dessa vez, o aguaceiro não caiu pra confirmar os versos de Tom Jobim. De acordo com informações da Defesa de Civil de Salvador, era esperado para o mês de março  um índice pluviométrico de 147,3mm na capital baiana. No entanto, o bairro que mais choveu foi Rio Sena e registrou apenas 126 mm. Entre os dez bairros que mais choveram, no último lugar do ranking aparece ainda Cajazeiras XI, com 92,2 mm. Ou seja, lá choveu 55mm a menos do que o esperado para o período.

De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, o mapa da previsão climática já apontava para um volume negativo e o cenário deve se repetir ainda nos meses de abril, maio e junho, não só em Salvador, como no estado. "O mapa traz uma diferença entre a previsão e a climatologia. Por isso que tem valores negativos e eles simbolizam justamente as chuvas que vão ficar abaixo da média. Enquanto que os roxos são aqueles que vão ficar acima da média. Está bem claro que esse trimestre agora de abril, maio e junho, está com indicativos de chuva abaixo da média aí para a Bahia. Então, infelizmente, ainda vai seguir com essa tendência de chuvas ficarem abaixo da média", explica.

O que motiva essa queda no volume de chuvas, segundo a especialista, é a circulação de uma alta pressão, que mantém uma massa de ar quente e, relativamente seca, principalmente do centro para o oeste da Bahia e que seca quando há umidade. "Quando a gente está com a presença dessa alta pressão, o sistema de alta pressão imita a formação de nuvens de chuva e mantém o céu com pouca nebulosidade ou alguma nebulosidade, mas nada associado com chuva. "No caso de Salvador, tem também a questão das brisas, você tem uma brisa marítima, uma brisa terrestre, aí tem a entrada, aqueles pontos de umidade do oceano, que também pode favorecer chuvas. Mas, como a alta pressão está predominando, favoreceu das chuvas ficarem abaixo da média", explica.

Confira os bairros de Salvador que mais choveram em março:

  1. Rio Sena: 126 mm
  2. Paripe/Tubarão: 123,4 mm
  3. São Tomé de Paripe: 114,8 mm
  4. Pirajá: 103,8 mm
  5. Plataforma: 100,2 mm
  6. Coutos/ Escolab: 99,6 mm
  7. Paripe: 99,2 mm
  8. Valéria: 93,3 mm
  9. Barro Duro/Fundac: 92,2 mm
  10. Cajazeiras XI, 92,2 mm