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Larissa Almeida
Publicado em 4 de abril de 2025 às 05:00
A BR-324, uma das rodovias mais movimentadas que cortam a Bahia, foi palco de 160.686 infrações de trânsito em 2024. O número é 130% maior do que o registrado em 2023, quando 70.214 ocorrências foram contabilizadas pela Polícia Rodoviária Federal na Bahia (PRF-BA). Na maior parte dos casos, as transgressões foram causadas por má conduta de motoristas. >
Neste ano, 35.742 infrações já foram computadas na BR-324. A maior parte das ocorrências foram motivadas por trânsito em velocidade superior à permitida em até 20%. Esse, inclusive, foi o motivo mais recorrente de transgressões na rodovia em anos anteriores: em 2023, com 39.275 casos, em 2024, com 99.909 e, até 26 de março deste ano, com 22.448 casos. >
Fábio Rocha, policial rodoviário e integrante do núcleo de comunicação da entidade, destaca que o excesso de velocidade é uma das infrações mais perigosas. “Ela reduz a capacidade de reação do motorista, aumenta o tempo de frenagem e potencializa a gravidade dos acidentes. O prejuízo dessa conduta é o aumento de colisões com vítimas fatais e feridos, além de comprometer a fluidez do trânsito”, afirma. >
Em janeiro do ano passado, um dos acidentes mais emblemáticos na BR-324 foi a colisão entre um micro-ônibus e um caminhão truck, que deixou mais de 25 pessoas mortas, na altura de São José do Jacuípe, no norte do estado. >
No dia 11 de setembro do mesmo ano, três passageiros de uma van que levava pacientes de Mutuípe, no centro sul baiano, para Salvador morreram em um acidente na BR-324, na altura de Candeias. O acidente foi provocado por uma colisão contra uma carreta. >
Para além da velocidade excessiva, o trânsito em local proibido e em acostamentos são duas outras condutas que configuram violação de trânsito, além de riscos para quem trafega na BR-324. “Executar operação de retorno em locais proibidos representa um risco elevado de colisões frontais e laterais, podendo causar acidentes graves e congestionamentos”, alerta Fábio Rocha. >
“Trafegar pelo acostamento, que deve ser utilizado apenas para emergências, aumenta o risco de atropelamentos e colisões traseiras, além de dificultar o deslocamento de ambulâncias e viaturas de emergência”, completa o especialista. >
Outras condutas de elevado risco são a falta de uso de cinto de segurança, seja por parte do motorista ou do passageiro, e o uso do celular no trânsito. “Não utilizar o cinto de segurança pode ser fatal em caso de acidente, pois aumenta a chance de projeção do corpo dentro ou para fora do veículo. Já dirigir segurando o telefone celular reduz a atenção do condutor, aumenta o tempo de reação e eleva a probabilidade de colisões traseiras e atropelamentos”, frisa o policial rodoviário federal. >
2023 >
Autos de Infração - 70.214 >
Principais Infrações >
1. Transitar em velocidade superior à permitida em até 20% (39.275) >
2. Transitar em velocidade superior à permitida em mais de 20% até 50% (4.284) >
3. Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito (2.893) >
4. Ultrapassar em local proibido (2.226) >
5. Conduzir veículo em mau estado de conservação (1.631) >
2024 >
Autos de Infração – 161.686 >
Principais Infrações >
1. Transitar em velocidade superior à permitida em até 20% (99.909) >
2. Deixar o condutor de usar o cinto de segurança (17.229) >
3. Transitar em velocidade superior à permitida em mais de 20% até 50% (10.754) >
4. Dirigir o veículo segurando o telefone celular (2.838) >
5. Ultrapassar em local proibido (1.879) >
2025>
Autos de Infração – 35.742 >
Principais infrações >
1. Transitar em velocidade superior à permitida em até 20% (22.448) >
2. Executar operação de retorno em locais proibidos (2.895) >
3. Transitar em velocidade superior à permitida em mais de 20% até 50% (2.168) >
4. Transitar no acostamento (776) >
5. Deixar o passageiro de usar o cinto de segurança (436) >