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Modinha de suplementos: saiba quando é indicado e quais são os perigos do excesso

Especialistas dão orientações sobre suplementação adequada

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 5 de abril de 2025 às 07:00

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa Crédito: Pixabay

Os suplementos são indicados quando há algum sinal de carência nutricional ou há evidências de deficiência nutricional através dos exames bioquímicos, conhecidos como exames de sangue. No entanto, o consumo do produto virou moda e muitas pessoas desconhecem os riscos que o excesso de suplementação causa ao corpo.

Para início de conversa, a suplementação deve ser indicada por um especialista, segundo a nutricionista clinica Carine Oliveira. "Se um paciente chega no consultório com uma queixa de cansaço, sonolência, pedimos o exame e vemos que a vitamina B12 está em níveis abaixo do que deveriam. Neste caso, é indicada a suplementação. Outro exemplo: se o paciente consome pouco alimentos fontes de proteína e não consegue alcançar sua meta diária, então, podemos lançar mão de um suplemento de proteína para alcançar as necessidades diárias", explica.

A dose necessária de suplementação e o período específico de consumo é determinado no momento da consulta, reforça a especialista: "Então, antes de sair tomando suplementos, procure avaliação profissional."

Atualmente, o mercado oferece diversos tipos de suplementos, vitaminas, minerais e proteínas. Boa parte deles, no entanto, não apresentam estudos suficientes que embasem a real necessidade de consumo. "Nutrólogo e nutricionista são capazes de avaliar (qual o melhor suplemento). Quando falo em nutrólogo, é nutrólogo de verdade, porque tem muito nutrólogo de araque nas redes sociais que não possui nenhuma formação", destaca o hepatologista Raymundo Paraná, professor titular de Gastro-Hepatologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Para ser nutrólogo, é preciso dois anos de residência médica em alguma área básica, cirurgia ou clínica, pode fazer uma especialidade e uma terceira sub-especialidade em Nutrologia. "Ou seja, no mínimo, três, quatro ou cinco anos de residências. Mas existem conselhos, que são vendidos nas redes sociais, mas que não têm valor algum. São cursos deploráveis, que não possuem nenhuma força de especializar ninguém", defende Paraná.

O hematologista ainda destaca que, na maioria dos casos em que atende pacientes adoecidos por suplementação, verifica-se que os 'especialistas' que indicaram os suplementos não possuem a especialização necessária. "A Nutrologia está um pouco promiscuída com esse tipo de prática", disse.

"A cultura da suplementação desenfreada pode sobrecarregar órgãos, causar toxicidade e mascarar sintomas importantes. Não é porque está na prateleira da farmácia que você deve consumir. Suplemento sem critério também adoece", pontua Paraná.

O médico Ítalo Almeida, especialista em medicina do estilo de vida e diretor da NeuroIntegrada, explica que alguns sintomas podem indicar a necessidade de suplementação. "Sintomas como fraqueza, sonolência frequente, fadiga, fácil, distúrbio de memória, falta de foco, ansiedade extrema, tendência depressiva... Muitos desses sintomas são reflexo da falta de alguns suplementos vitais para o funcionamento normal do corpo humano", diz.