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Médica é uma das condenadas por chefiar esquema de tráfico em Feira de Santana

Família criou um império com o tráfico de maconha

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 2 de abril de 2025 às 09:35

Larissa e o marido, Paulo Victor, foram condenados
Larissa e o marido, Paulo Victor, foram condenados Crédito: Reprodução

A médica Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro, apontada como chefe de uma organização criminosa de tráfico de drogas, é uma das seis pessoas condenadas no âmbito da ‘Operação Kariri’. A família Umbuzeiro foi responsável por criar um império do tráfico no Nordeste, por meio da plantação ilegal de maconha.

Segundo as investigações, os condenados, todos da mesma família, integravam abasteciam o mercado de drogas de Feira de Santana e região lavando os lucros do crime com compra de imóveis, como apartamentos de luxo e fazendas. Ainda cabe recurso e, por determinação da Justiça, os condenados poderão recorrer em liberdade.

A organização criminosa era liderada por Rener Umbuzeiro, que morreu após reagir à prisão. Segundo a Polícia Federal, ele reagiu à abordagem e entrou em confronto com os agentes.

A esposa, Niedja Maria de Lima Souza Umbuzeiro, e a filha Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro foram condenadas com a maior pena, sentenciadas a 16 anos e seis meses de prisão. A decisão foi tomada na terça-feira (1º). 

A médica é apontada como uma das chefes do núcleo financeiro do esquema. Larissa, inclusive, coordenaria todo o processo de lavagem de dinheiro.

Além delas, foram condenadas Clênia Maria Lima Bernardes (irmã de Niedja), Paulo Victor Bezerra Lima (esposo de Larissa), Gabriela Raizila Lima de Souza (sobrinha de Niedja) e Robélia Rezende de Souza.

Perfil

Larissa cursou Medicina na Unime, em Lauro de Freitas. Considerada uma aluna dedicada e com boas notas, ela fundou a Liga Acadêmica de Medicina Generalista da Unime. Em seu currículo Lattes, ela informa ter sido presidente da liga, além de ter participado da Liga de Medicina Intensiva da Unifacs. 

“Ela sempre foi muito solícita e não era negligente com a faculdade. Por isso, foi um grande choque, até porque a notícia tomou uma proporção muito grande. Larissa sempre foi uma pessoa muito exposta na internet, que gostava de postar o seu dia a dia. Mas uma coisa que a gente percebia era que ela nunca postava foto nas redes sociais com o pai. Tinha algumas poucas vezes com a mãe, mas ainda postava. Com o pai, não”, acrescentou uma colega de faculdade de Larissa, em entrevista ao CORREIO, no ano passado. 

Larissa foi presa em São Paulo, em 2024, quando saía de seu hotel para um evento médico. De acordo com a polícia, ela também teve um imóvel em seu nome - um apartamento de três quartos na Santa Mônica, área nobre de Feira de Santana - quando ainda era estudante.

Larissa e o esposo, Paulo Victor, ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais. Em seus perfis no Instagram, compartilhavam uma rotina de viagens e festas. 

O casamento dos dois aconteceu no restaurante Noz, um empreendimento de alta gastronomia no Centro de Feira de Santana. De acordo com as redes sociais do estabelecimento, os eventos feitos no local podem receber de 20 a 80 convidados. Os pratos principais ficam entre R$ 76 e R$ 155. Em um evento com lotação máxima, aos domingos, o valor sai por R$ 35 mil.