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Wendel de Novais
Publicado em 28 de março de 2025 às 08:04
O terceiro suspeito de participar de um esquema criminoso de tráfico de ‘maconha líquida’ em Salvador foi preso pela polícia. O homem, que não foi identificado, é presidente-social de uma instituição que auxilia pacientes em tratamento com canabidiol. A investigação do caso aponta, no entanto, que ele é suspeito pelos crimes de falsificação de documentos e falsidade ideológica para adquirir produtos derivados da Cannabis de forma irregular. >
O presidente é alvo da operação Salvo Conduto, que prendeu um suspeito no Corredor da Vitória e em São Paulo, mas só teve o mandado de prisão preventiva cumprido ao se apresentar na sede do Departamento Especializado de Repressão ao Narcotráfico Denarc nesta quinta-feira (27) acompanhado de advogado. O mandado se deu pelo desvio de substâncias terapêuticas à base de cannabis.>
O esquema de tráfico de ‘maconha líquida’ usava médicos e um delivery de motoboys na operação criminosa. Os médicos eram pagos para, no ato de prescrição de medicamentos, indicarem uma empresa como um meio para se obter os produtos mais rapidamente>
“Só que a um preço muito superior. Os frascos de óleo dele saíam por mais de R$ 1 mil, enquanto existem outros similares a R$ 300. O médico receitava, indicava e faziam um delivery dos óleos. Existia isso, além do tráfico das canetinhas”, relata uma fonte com atua na regularização do uso de cannabis. >
Os valores obtidos pelo esquema criminoso teriam superado quantias milionárias, de acordo com fontes policiais consultadas pela reportagem.>