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Foi picado por cobra? Saiba o que fazer

Veja o passo a passo para evitar sequelas

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 27 de março de 2025 às 06:00

Jararacas são as espécies mais comuns na Bahia
Jararacas são as espécies mais comuns na Bahia Crédito: Shutterstock

Apenas nos três primeiros meses deste ano, 621 pessoas foram picadas por cobras na Bahia. Para evitar sequelas, as vítimas devem buscar atendimento médico o quanto antes. Especialistas indicam que a avaliação de profissionais sejam feitas em até seis horas após o contato com o animal. Confira abaixo o que fazer caso seja picado por uma serpente. 

Não é recomendado cortar a ferida, sugar o veneno ou aplicar soluções caseiras, como explica Alvaro Pulchinelli Jr., médico toxicologista e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). “O risco de morte não é iminente, então é possível procurar ajuda especializada com segurança”, avalia.  

Se for possível, o especialista recomenda que o animal seja levado ao hospital para facilitar a identificação e o tratamento adequado. Mas uma foto pode ser utilizada para que os profissionais identifiquem a espécie. Exames laboratoriais são fundamentais para avaliar a gravidade da intoxicação.

Os principais exames solicitados incluem hemograma, eletrólitos, função renal, exames de coagulação e urina. “A presença de urina avermelhada pode indicar hemólise, uma das complicações do veneno. São exames simples, disponíveis na maioria dos hospitais, essenciais para guiar o tratamento correto”, destaca o médico.

Quanto menor o tempo entre a picada e o atendimento, menor a chance de sequelas. As vítimas devem procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima em até seis horas após o contato. A Bahia tem cerca de 230 unidades de referência para ataques de serpentes. Nem todas possuem soro antiofídico.

"Quando uma unidade atende um paciente e não tem o soro específico, é feito o remanejamento. Existe toda uma logística preparada que é monitorada pelo centro de referência, o CIATox", explica Jucelino Nery, diretor do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia.