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Doença que causou morte de Wanda Chase é silenciosa; saiba os sintomas e fatores de risco

Jornalista morreu após cirurgia emergencial no coração que durou 6 horas

  • Foto do(a) author(a) Yan Inácio
  • Yan Inácio

Publicado em 3 de abril de 2025 às 20:00

Wanda Chase
Wanda Chase Crédito: Reprodução/Instagram

A jornalista Wanda Chase morreu na madrugada desta quinta-feira (3), aos 74 anos, após complicações de uma cirurgia de emergência que durou 6 horas, para tratar um aneurisma dissecante da aorta. A doença costuma ser silenciosa e, geralmente, não apresenta sintomas antes da fase aguda. O diagnóstico precoce e a atenção aos diversos fatores de risco podem ser diferenciais no tratamento.

A aorta é a principal artéria do corpo humano. O vaso sai direto do coração e emite sangue para todos os órgãos. Uma dissecção na aorta é um enfraquecimento da musculatura ou do tecido da parede do vaso, que causa uma dilatação e pode gerar uma ruptura. De acordo com estudos, cerca de 20% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital. Por isso, é importante se atentar ao que pode causar a doença.

Os fatores de risco estão ligados a formações congênitas e a diversos problemas que podem ser crônicos. O histórico familiar também é importante para prever o problema. “Essas condições clínicas se formam por alguma variação anatômica que o paciente tem, ou na válvula, ou na parede do vaso, além de algumas doenças que se desenvolvem ao longo da vida, como hipertensão, diabetes e colesterol alto. Tabagismo e privação de sono também são algumas das condições associadas”, detalha Rodolfo Dourado, coordenador da UTI cardiológica do Hospital da Bahia.

Os exames de rotina são importantíssimos para um tratamento adequado da doença. “Se não houver uma avaliação rotineira, usualmente, você pode diagnosticá-la em uma fase mais avançada. Ou mesmo não ter o diagnóstico. Então, será um quadro mais intenso se diagnosticado em uma fase mais tardia”, explica.

Portanto, o controle dos fatores de risco é essencial para evitar a doença. “Tratamento da hipertensão, abandono do tabagismo e pessoas que têm história familiar com fatores de risco precisam consultar um cardiologista para fazer exames e acompanhamento”, detalha o médico André Brito, cirurgião vascular e endovascular do Hospital da Bahia.

Ele também explica que, muitas vezes, o diagnóstico pode ser difícil e, por esse motivo, o quanto antes for feito, melhor. “Costumam ser subdiagnosticados. E muitas vezes são confundidos com outros diagnósticos, como doenças do coração e outros tipos de doenças, é importante que a gente levante a atenção para esse tipo de doença”, alerta.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a taxa de mortalidade por dissecção da aorta é de 2,3 por 100.000 habitantes, e 2.000 novos pacientes recebem o diagnóstico a cada ano no Brasil.

Principais fatores de risco para aneurisma dissecante de aorta:

Doenças congênitas (ex.: alterações anatômicas da válvula aórtica).

Doenças do tecido conjuntivo (afetam a resistência dos vasos).

Doenças autoimunes (podem causar inflamação e enfraquecimento vascular).

Hipertensão arterial (pressão alta aumenta o risco de ruptura).

Colesterol alto (contribui para o enfraquecimento dos vasos).

Tabagismo (aumenta o risco de aneurisma e sua progressão).

Exercícios físicos de alta intensidade (levantamento de peso excessivo pode aumentar a pressão sobre os vasos).

Histórico familiar (parentes de primeiro grau com aneurisma aumentam o risco).