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Carimbos de médicos eram usados para receitar 'maconha líquida' e fraudar diagnósticos

Objetos foram encontrados na operação Salvo Conduto

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 29 de março de 2025 às 08:49

Carimbos foram apreendidos em operação Crédito: Reprodução

A investigação contra o grupo criminoso envolvido no tráfico de ‘maconha líquida’ apura a suspeita do uso de carimbo de médicos para fraudar receitas e diagnósticos de patologias para usuários. De acordo com fonte policial ouvida pela reportagem, o pedido de prisão de Rafael Gomes, investigado por falsidade ideológica e falsificação de documentos, se deu após a localização de objetos que indicaram esse modus-operandi.

“No dia da busca e apreensão, foram encontrados objetos, carimbos médicos, que alinhados com alguns outros elementos da investigação, nos fazem entender que poderiam estar prescrevendo substâncias ou mesmo diagnosticando patologias no lugar dos médicos”, conta um policial, que terá sua identidade preservada, se referindo às buscas realizadas na residência de um investigado no Corredor da Vitória.

Rafael Gomes, o terceiro preso na investigação, seria presidente-social da Associação de Apoio ao Tratamento com Canabinoides (AATAMED), que está ligada aos dois primeiros alvos do caso. Os três são investigados na Operação Salvo Conduto, que foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC) através do Departamento Especializado de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

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Rafael Gomes foi preso na quinta-feira (27) Crédito: Reprodução

As investigações constataram ainda que Rafael não é, de fato, o presidente da Aatamed. Segundo a fonte, ele teria sido colocado na função por um dos investigados. “Ele colocou Rafael para exercer a função de “presidente-social”, então Rafael Gomes se apresenta como sendo o presidente, embora não seja. O cargo dele na AATAMED é de secretário, que é o segundo cargo mais importante”, completa a fonte consultada.

O outro preso teria escolhido Rafael como um presidente-laranja para que ele pudesse se apresentar para realizar a captação dos clientes e explicar as atividades da associação. A reportagem apurou ainda que essa escolha se deu para despistar o grau de envolvimento das práticas ilícitas do primeiro investigado com a associação.

Todos os presos encontram-se à disposição da Justiça. Não há, até então, informações que confirmem se o uso dos carimbos pelos envolvidos acontecia com o consentimento dos médicos ou se estes são outras vítimas do caso.