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Capitão da PM é preso suspeito de receber dinheiro para 'livrar' comerciantes de ações policiais

Mais uma pessoa foi presa nesta quarta-feira (24)

  • Foto do(a) author(a) Da Redação
  • Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2024 às 18:55

Operação Sordidae Manus
Operação Sordidae Manus Crédito: Divulgação

Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (24), em Porto Seguro, no sul do estado. As duas pessoas são investigadas por integrar organização criminosa que cobrava valores e vantagens indevidas de empresários e comerciantes na região para livrá-los de ações policiais. Um dos alvos é um capitão da Polícia Militar.

Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália, Eunápolis e Ilhéus, inclusive na residência do PM e em sedes de empresas.

Os mandados foram expedidos pela Vara de Auditoria Militar de Salvador e pela Vara Criminal da Comarca de Santa Cruz de Cabrália. A investigação criminal, instaurada a partir de provocação da própria Polícia Militar, tramita na Promotoria de Justiça de Santa Cruz Cabrália.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), o oficial seria o "cabeça" da organização criminosa. Ele teria recebido valores indevidos de empresários, comerciantes, donos de terras e políticos locais de Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro e outros municípios da região.

Em troca do dinheiro, o PM teria retardado ou deixado de praticar seu dever funcional de policial, inclusive avisando aos comerciantes locais sobre operações da Polícia Militar, para evitar abordagens e possíveis apreensões e flagrantes.

O capitão é investigado por crimes de prevaricação, associação criminosa, corrupção passiva, concussão (exigir vantagem indevida em razão da função pública), ameaças, receptação, extorsão, lavagem de dinheiro, peculato, dentre outros. Comerciantes da região também são alvo de investigação, por crime de corrupção ativa.

O material apreendido na operação será analisado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e em seguida enviado para ser periciado.

A ‘Operação Sordidae Manus’ foi iniciado por uma ação integrada do Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), da Polícia Militar, pela Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (Correg) e pela Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger).