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Aluno com autismo é expulso de colégio nobre de Salvador após agredir estudantes, e mãe protesta: 'Descartaram como lixo'

Estudante teve uma crise e, segundo depoimentos, deu socos e tapas em colegas; escola se pronunciou

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 15:49

Colégio Antônio Vieira
Colégio Antônio Vieira Crédito: Arquivo CORREIO

Um adolescente de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi expulso do Colégio Antônio Vieira, uma das escolas mais renomadas de Salvador, após sofrer uma crise e agredir colegas. 

Segundo a mãe do estudante, Andréa Sanches, ele se desorientou após dois gatilhos, ambos, para ela, causados pela escola. Ela conta que o filho tem dois celulares e emprestou um deles para uma colega. A partir disso, a mediadora que acompanha o jovem alertou que ele era responsável pelas coisas dele. Esse foi o primeiro gatilho. 

"Ele saiu correndo pelo colégio, gritando e falando coisas sem sentido. Os funcionários conseguiram contê-lo e levá-lo para uma sala de apoio. Mas ele conseguiu sair correndo pelo corredor, gritando e xingando", narra a mãe. 

No corredor, o adolescente encontrou alunos de outra turma e gritou que "quem não entrasse na sala de aula, iria para o inferno". Os estudantes riram, e este teria sido o segundo gatilho para o aluno. A partir disso, o menino teria agredido colegas e usado um chicote de brinquedo que estava em sua mochila - de acordo com a mãe, ele iria dar para um amigo - contra outro aluno. 

Depoimentos de estudantes do colégio dão conta de que o adolescente, em crise, ainda teria machucado três alunos, sendo dois meninos e uma menina, com socos e tapas. "Os alunos ficaram muito assustados porque esse menino teria dito que voltaria no dia seguinte", diz uma mãe, que pediu para não ser identificada. "Houve um incômodo também dos estudantes porque os funcionários não conseguiram conter o aluno para evitar que ele agredisse os outros estudantes", acrescenta. 

Em nota, o Colégio Antônio Vieira declarou que tem um "compromisso inegociável com o cuidado e a formação integral de seus alunos" e busca "sempre promover um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para todos". Por se tratar de uma situação que envolve menores de idade, o colégio informou que não irá se pronunciar publicamente sobre o caso, que já foi encaminhado às autoridades competentes. 

Andréa Sanches diz que o filho desabafou sobre o dia quando chegou em casa e citou que teria sido uma manhã difícil. Na quinta-feira (20), ela foi chamada pela diretoria e recebeu o comunicado de expulsão. "Quem criou os dois gatilhos foi a escola. Aí ela vai e se livra dele como se fosse um lixo", reclama.

Apesar da reclamação, a família do adolescente ainda tenta que ele seja reintegrado. Até o momento, ele acha que foi suspenso. "Ele adora o colégio e está triste. Como ele é infantilizado, não tem quase amigo nenhum, não assiste TV, a gente está rezando para ele não ficar sabendo", torce. "Não sabemos como é o tratamento nas outras escolas de Salvador, não é um mar de opções [para alunos atípicos]", acrescenta.

A reportagem procurou a Polícia Civil para ter mais detalhes da investigação, mas não recebeu retorno. A Polícia Militar informou que não foi acionada.