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Portal Edicase
Publicado em 10 de julho de 2024 às 16:49
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 70 milhões de pessoas no mundo com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa é uma condição neurodesenvolvimental que pode afetar a comunicação, a interação social e o comportamento de uma pessoa, variando significativamente entre os indivíduos. >
Apesar do crescimento no número de diagnósticos e da maior conscientização sobre o autismo, ainda existem muitos mitos e equívocos que cercam a condição. “Mais pessoas têm sido diagnosticadas com o TEA, em todas as faixas etárias. Por isso, os mitos sobre o TEA são muito prejudiciais, já que perpetuam estigmas, limitam oportunidades, atrasam diagnósticos e tratamentos, e contribuem para a falta de compreensão e empatia na sociedade em relação às pessoas dentro do espectro autista”, comenta o neurologista Dr. Edson Issamu, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. >
Por isso, abaixo, confira a verdade sobre algumas afirmações errôneas sobre autistas! >
Na verdade, pessoas autistas desejam ter amigos e relacionamentos sociais. No entanto, devido ao transtorno, elas podem enfrentar dificuldades na comunicação e interação social. Com apoio e compreensão, elas podem desenvolver amizades significativas. >
Não há evidências científicas que comprovem uma ligação entre vacinas e autismo. “As causas do autismo estão associadas à genética, na maioria dos casos, e fatores ambientais, mas nada relacionado a nenhuma vacina”, afirma a neurologista e neurocientista Dra. Fabiele Russo. >
Apesar de o diagnóstico de autismo muitas vezes ocorrer na infância, muitas pessoas só o recebem na idade adulta. Patrícia Ferreira, neuropsicóloga do Hospital Moinhos de Vento e mestre em Psicologia, conta que o TEA é uma condição da vida toda, ou seja, pacientes diagnosticados na vida adulta foram crianças com TEA não diagnosticado. >
De uma forma ou outra, estes pacientes encontraram recursos para lidar, ou mascarar, os sintomas. “Ter acesso ao diagnóstico auxilia na compreensão de situações e até mesmo de desconfortos que estes pacientes enfrentaram até o diagnóstico, que, mesmo tardio, trará mais qualidade de vida ao paciente”, afirma a profissional. >
O autismo não é uma doença, tampouco tem cura. “O TEA é uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro que afeta a forma como uma pessoa percebe o mundo e se socializa”, explica a Dra. Fabiele Russo. >
Muitas pessoas autistas levam vidas independentes, trabalhando, estudando e mantendo relacionamentos. O nível de independência pode variar, mas com o suporte adequado , elas podem alcançar muito. >
Muitas pessoas autistas sentem empatia como qualquer outra, mas podem ter dificuldade em expressá-la ou reconhecê-la da maneira que os neurotípicos esperam. Ou seja, a empatia não é ausente, mas pode ser diferente. >
Assim como os neurotípicos, as pessoas autistas são diferentes umas das outras. Logo, há uma grande diversidade nas experiências e comportamentos. Por isso, é fundamental não as generalizar . >