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Marina Branco
Publicado em 2 de abril de 2025 às 23:29
Nove anos após sua última competição internacional, o Vitória carregou todas as expectativas e emoções da torcida para dentro do Barradão em sua estreia na Copa Sul-Americana contra o Universidad Católica de Quito, às 21h30, empatando em 1 a 1. Enfrentando o primeiro adversário internacional desde 2014, quando encontrou o Atlético Nacional da Colômbia, o rubro-negro começa sua campanha de maior relevância na temporada na partida pela primeira rodada do grupo B.>
Apesar dos três jogos sem vencer e a derrota na estreia do Brasileirão, o Vitória chegou a um Barradão lotado e com a energia característica do Leão da Barra. Do outro lado, o Universidad veio da primeira derrota na temporada, mas que nem se compara à do rubro-negro em intensidade, com oito partidas frente a 24 do Vitória em 2025. Em um jogo que alternou o time no controle ao longo dos dois tempos, as redes foram balançadas pela primeira vez com Londoño, que usou um erro de saída de bola do Vitória para converter o primeiro chute a gol do Universidad em placar.>
Com as esperanças baixas e o Barradão em vaias, o Vitória teve sua grande chance após um cartão vermelho que deixou o adversário com um jogador a menos, e um pênalti marcado com apoio do VAR por toque de mão claro na bola. Para a cobrança, foi Matheuzinho, que emplacou o empate e, apesar das vaias ao final, deu um respiro ao Vitória que há três anos passava a primeira semana de abril se preparando para a estreia na Série C do Brasileirão, e hoje volta a competir internacionalmente.>
A bola rolou, e o início do jogo no Barradão brinca com a coincidência ao ser exatamente o contrário do que Lucas Halter, jogador do Vitória e campeão da Libertadores com o Botafogo no ano passado, aconselhou ao time na véspera do jogo: "A gente tem que entender os jogos da Sul-Americana, que são jogos mais corridos, poucas faltas". Com quatro amarelos somente no primeiro tempo, a briga e marcação de faltas em campo foram marcadores nítidos da partida entre as equipes.>
De início, o Vitória deu esperança ao torcedor rubro-negro. Pressionando, com um jogo muito desenvolvido pelo lado esquerdo de um Matheuzinho que saiu direto do departamento médico para o jogo da Sula e superioridade em relação ao Universidad, tudo indicava que o rubro-negro iria bem. Aos 13 minutos, a primeira das muitas faltas que ainda seriam marcadas chegou em cima de Lucas Halter e foi cobrada pelos pés de Matheuzinho, direto nas mãos do goleiro mas animando o jogo para o torcedor do Vitória.>
No entanto, parou por aí. A partir da batida de falta que foi o único chute a gol do Vitória em todo o primeiro tempo, o rubro-negro perdeu o protagonismo no jogo, e deixou espaço para que o Universidad crescesse principalmente na posse de bola. Dali em diante, chuva de faltas, com cartões amarelos por falta para Anangonó, Lucas Braga, Luis Castillo e Cacciabue (em puxão de camisa que impediu um contra-ataque de Mosquito e resultou em briga).>
Apesar do contra-ataque atrapalhado pelo adversário, Mosquito foi uma das peças menos aproveitadas no primeiro tempo, muito localizado na esquerda de Matheuzinho. O destaque do Vitória, no entanto, fica para Ryller e Baralhas segurando bem como volantes e aguardando um aumento na baixa ofensividade rubro-negra. Finalizando o primeiro tempo com posse de bola equilibrada e apenas um chute a gol, o Vitória foi vaiado pela própria torcida, mas com uma defesa que deixou o Universidad com zero chutes a gol na primeira etapa.>
Na volta do segundo tempo, o Vitória chegou com uma nova energia. Partindo de uma finalização de Mosquito já aos três minutos da segunda etapa, o rubro-negro começou a crescer em campo, até receber um balde de água fria. Aos oito do segundo tempo, um erro de Cáceres na saída de bola caiu direto nos pés de Londoño, que manda direto para o gol e, no primeiro chute a gol do Universidad, abre o placar e intimida o Vitória.>
A partir daí, o Vitória se desequilibra ao som das vaias no Barradão. No entanto, aos 18 minutos, a sorte parece virar e um cartão vermelho para Luis Castillo por conduta antidesportiva deixa o Universidad com um a menos, devolvendo a esperança ao Barradão. O destino continuou ajudando - após checagem no VAR, um pênalti foi marcado a favor do Vitória por toque de mão claro do time adversário, e a chance brilhou na frente do Leão.>
Matheuzinho, muito presente no jogo, cobrou a penalidade direto no gol. Nove anos depois, primeira rede balançada pelo Vitória em uma competição internacional, e a torcida volta a respirar. As últimas grandes chances do jogo foram do Universidad, mandando a bola direto na defesa de Arcanjo após um passe errado de Léo Pereira e para fora do gol em um chute livre de Ismael Díaz.>
Vitória 1 x 1 Universidad Católica de Quito - Primeira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana>
Vitória: Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres, Lucas Halter, Zé Marcos (Léo Pereira) e Hugo; Ricardo Ryller (Willian Oliveira), Baralhas e Matheuzinho; Gustavo Mosquito (Erick), Janderson (Fabri) e Lucas Braga (Carlinhos). Técnico: Thiago Carpini.>
Universidad Católica de Quito: Johan Lara; Anangonó, Cangá, Medina e Luis Castillo; Luis Moreno e Cacciabue (Clavijo); Daykol Romero, Mauro Díaz (Chancellor) e Ismael Díaz; Londoño. Técnico: Diego Martínez.>
Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão)>
Gols: Londoño, aos oito minutos do segundo tempo, e Matheuzinho, aos 30 minutos do segundo tempo>
Cartões amarelos: Anangonó, Luis Castillo, Cacciabue, Johan Lara (Universidad Católica de Quito) e Lucas Braga (Vitória)>
Cartão vermelho: Luis Castillo>
Arbitragem: José Cabero (CHI), auxiliado por Juan Serrano (CHI) e Alejandro Molina (CHI). Piero Maza (CHI) é o quarto árbitro.>
VAR: Rodrigo Carvajal (CHI).>