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Marina Branco
Publicado em 31 de março de 2025 às 16:21
Foram 35 anos de espera até chegar nesta semana. Em poucos dias, o torcedor tricolor assistirá ao retorno do Bahia à fase de grupos da Libertadores, na próxima quinta-feira (3), às 19h, na Fonte Nova. A experiência é novidade, o adversário é um antigo conhecido - o mesmo que marcou a última passagem do time pelo campeonato. >
Há 35 anos, em 1989, o Bahia vivia sua última edição de Libertadores. A classificação para o torneio já veio com o grande antagonista do tricolor na competição: o Internacional. >
No Brasileirão de 88, o título do Bahia veio em cima do Internacional, vencendo o primeiro jogo por 2 a 1 e empatando a partida de volta por 0 a 0. Foi assim que o clube se classificou para a Liberta, onde não demorou a reencontrar o Colorado.>
Na fase de grupos, lá estava ele. Junto a Deportivo Táchira e Marítimo, ambos da Venezuela, veio o Internacional. Com quatro triunfos e dois empates nos seis jogos disputados, o tricolor passou sem dificuldade, e se classificou para as oitavas de final em primeiro da chave, com dez pontos. >
Na época, eram três classificados por grupo, avançando também Deportivo Táchira e Internacional. No mata-mata, lá estava ele mais uma vez. Depois de passar pelo Universitario do Peru nas oitavas, o Bahia reencontrou o Internacional nas quartas de final, quando a sorte virou de lado.>
Depois de passar pelo Colorado na final do Brasileirão e na fase de grupos da Libertadores, o sonho do Bahia teve um fim pelas mãos do Inter, que venceu por agregado de 1 a 0 entre jogos de ida e volta. Era o fim da campanha do Bahia na Libertadores, e o início dos 35 anos de espera até 2025. >
Agora, de volta à fase de grupos, o tricolor encontra logo de cara o time que acabou com a campanha de 89. No primeiro jogo, o Internacional visita a casa do Bahia, jogando pelo grupo F do torneio. Além dos dois, estão no grupo o Nacional, do Uruguai, e o Atlético Nacional, da Colômbia.>
A missão do Bahia, então, é começar repetindo a história, e passar na maior colocação possível da fase de grupos, deixando o Internacional à própria sorte pelo caminho. A certeza, no entanto, é uma só - seja por coincidência, destino ou roteirização dos deuses do futebol, o confronto que já seria gigante por si só terá um peso a mais na história tricolor pela trajetória que divide com o Colorado.>