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Carpini comenta sequência de jogos sem vencer: 'A gente tá sendo um pouco exigente'

O técnico rubro-negro apontou a ansiedade pelo resultado como o principal obstáculo para a vitória

  • Foto do(a) author(a) Marina Branco
  • Marina Branco

Publicado em 3 de abril de 2025 às 13:45

Thiago Carpini concede primeira entrevista coletiva como técnico do Vitória
Thiago Carpini Crédito: VICTOR FERREIRA / ECV

Desde o final do ano passado, o torcedor rubro-negro vinha vivendo um sonho. Com uma sequência de 22 jogos sem perder, de novembro a março, o Vitória vivia sua melhor fase em muito tempo, prenunciando um ano de sucesso. No entanto, tudo começou a decair muito rápido.

Na Copa do Brasil, a derrota por 2 a 0 para o Náutico da Série C do Brasileirão pôs fim à sequência, e iniciou uma nova, desta vez de jogos sem vencer. Desde então, foram jogos perdidos para Bahia e Juventude, e empatados com Bahia, Moto Club e Universidad de Quito, na última quarta-feira (2).

Na coletiva pós-jogo, o técnico Thiago Carpini avaliou o impacto psicológico sentido pela falta de vitórias nos últimos dias, afirmando que a ansiedade é a principal consequência. "A ausência de vitórias acaba talvez não tirando a confiança do atleta, mas gerando um certo desconforto, uma ansiedade. Essa ansiedade atrapalha na tomada de decisão, atrapalha no passe final, atrapalha no momento do gol. E a gente sabe que é um momento dessa escassez de vitórias", pontuou.

"Apesar de tudo isso, mesmo não sendo o cenário ideal e aquilo que nós imaginávamos, já que agora começa o período mais importante para o Vitória na temporada, e nós usamos todo esse semestre quase como uma pré-temporada, a gente ainda tem um recorte muito positivo. A gente traz esses números dos últimos jogos, com sete jogos e uma vitória, mas a gente tem vinte e quatro jogos na temporada e apenas três derrotas", relembrou.

"Então tem um lado bom e tem um lado ruim disso tudo. Acho que voltar a jogar bem, como na minha opinião hoje aconteceu em alguns momentos da partida, e vencer, eu acho que traz de volta não a confiança, mas talvez essa tranquilidade que atrapalha nos momentos dessa tomada de decisão, sem dúvida", completou ele.

A ansiedade citada é justificada por Carpini como uma insegurança unida à vontade de conseguir marcar e alcançar o resultado: "Pelo período de poucos resultados positivos, eu acho que entra essa instabilidade, essa insegurança, e o atleta quer muito acertar, quer muito fazer. É óbvio que ele não quer comprometer coletivamente, mas eu acho que essa ansiedade acaba atrapalhando na parte defensiva, onde têm acontecido alguns erros recorrentes que a gente precisa ajustar".

Em sua fala, o treinador garantiu que a culpa não recai sobre um jogador, mas sim sobre o elenco inteiro, inclusive ele próprio. "A responsabilidade não é do Raul, não é do Neres, é do Vitória, é nossa, começando comigo. Nós erramos, nós acertamos, e eu acho que esse é o caminho pra gente ajustar. E passa também pela ansiedade de fazer o gol, do passe final, do capricho, do detalhe, eu acho que isso a gente precisa ajustar", avaliou.

Nesta temporada, além de voltar a uma competição internacional pela primeira vez em nove anos com a Sul-Americana, o Vitória encontra desafios na Série A do Brasileirão, conquistada após uma ascensão absurda desde a Série C em 2022. "A gente vai enfrentar adversários que não precisam de uma chance. A gente sabe como é a Série A, então a gente precisa minimizar o erro grande, rápido, parar de sofrer alguns gols, e eu acho que isso entra muito no meu trabalho de tentar passar essa tranquilidade pra eles", comenta.

"A gente entende a insatisfação do torcedor, talvez se eu estivesse na equibancada, estaria da mesma maneira, mas a gente sabe que eles têm trabalhado muito pra melhorar isso. Isso vai melhorar, acho que me preocuparia muito mais se a gente tivesse sido um time tomando gols de triangulações, de jogadas trabalhadas, muito envolvido pelo adversário, falhas coletivas. Eu acho que é individual, a gente tenta ajustar, encontrar as melhores peças, acho que esse é o caminho, ter um pouquinho de calma", segue.

"Perder de um, perder de dois, pra mim não muda nada. Eu preciso tentar pontuar e reverter. Acho que a gente tá sendo um pouco exigente. Então, eu acho que mesmo dentro desse contexto, o comportamento individual, a entrega dos atletas, isso precisa ser muito enaltecido", finaliza.