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7 causas da queda de pelos em cachorros e gatos 

Entenda os motivos que podem levar à perda excessiva e como agir para manter a saúde dos animais em dia

  • Foto do(a) author(a) Portal Edicase
  • Portal Edicase

Publicado em 26 de março de 2025 às 12:37

A queda de pelos em pets é normal, mas em excesso pode indicar problemas de saúde (Imagem: Ell_lial6 | Shutterstock)
A queda de pelos em pets é normal, mas em excesso pode indicar problemas de saúde Crédito: Imagem: Ell_lial6 | Shutterstock

Os pelos desempenham um papel essencial na proteção e no bem-estar de cachorros e gatos. Além de ajudarem a regular a temperatura corporal, eles atuam como uma barreira contra agentes externos, como sujeira, raios solares e parasitas. Uma pelagem saudável é sinal de um organismo equilibrado e bem cuidado, refletindo diretamente na qualidade de vida do animal. 

No entanto, é comum que cães e gatos percam pelos diariamente como parte do processo natural de renovação. Essa troca é mais evidente em algumas raças e pode se intensificar em determinadas épocas do ano. Porém, quando a queda de pelos se torna excessiva ou irregular, pode ser um indicativo de problemas de saúde que exigem atenção e, em alguns casos, acompanhamento veterinário.

Abaixo, veja algumas causas da queda de pelos em cachorros e gatos! 

1. Mudanças sazonais

De acordo com a veterinária Cinthya Ugliara, a queda de pelos em intensidade leve a moderada, dependendo da raça, não é motivo para preocupação. Ainda conforme a profissional, os pelos possuem três fases de crescimento, sendo que, na última, ocorre a queda.

Além disso, durante o ano há dois períodos em que as quedas são mais intensas, mas, ainda assim, são saudáveis e não produzem falhas na pelagem. “Geralmente [acontecem] na primavera e no outono e duram em torno de 30 dias. Isso ocorre porque a pelagem do animal está sendo preparada para o inverno e verão”, explica.

No calor, os pets perdem pelos para garantir maior ventilação e evitar o superaquecimento. Nos períodos mais frios, a troca acontece para permitir o crescimento de uma pelagem mais densa e protetora. Embora essa renovação seja natural, a escovação frequente pode ajudar a remover os fios soltos e evitar o acúmulo de pelos pela casa.

2. Parasitas externos

Pulgas, carrapatos e ácaros são inimigos comuns da pele e dos pelos dos pets . Esses parasitas se alimentam do sangue do animal e podem causar intensa coceira, irritação e inflamação na pele, levando à queda de pelos em áreas específicas.

Além disso, a lambedura excessiva em resposta à coceira pode agravar a perda de pelos. Por isso, é importante ficar atento a sinais como vermelhidão, feridas e comportamento inquieto. O uso de antiparasitários regulares – recomendados por um veterinário – e a higiene do ambiente são essenciais para evitar infestações.

3. Alergias

Alergias alimentares, ambientais ou de contato podem desencadear dermatites, que provocam coceira intensa e perda de pelos. Alguns pets desenvolvem hipersensibilidade a determinados ingredientes na ração, ácaros da poeira, pólen ou até mesmo produtos de limpeza utilizados em casa.

Quando a alergia não é identificada e tratada, o animal pode coçar-se constantemente, agravando a queda dos pelos e até causando lesões na pele. Um veterinário pode auxiliar na identificação do agente alérgeno e recomendar ajustes na alimentação ou no ambiente.

4. Problemas hormonais

Alterações hormonais podem afetar diretamente a saúde da pele e dos pelos dos animais. O hipotireoidismo, comum em cães, leva a um metabolismo mais lento e enfraquece a pelagem, resultando em queda excessiva e fios quebradiços. Em gatos, o hipertiroidismo pode causar sintomas semelhantes.

Doenças como a Síndrome de Cushing, caracterizada pelo excesso de produção de cortisol, também podem impactar a saúde da pelagem. Se o pet apresentar perda de pelos associada a mudanças no peso, apatia ou alterações na pele, um exame veterinário é essencial para um diagnóstico preciso.

Uma alimentação equilibrada é fundamental para manter os pelos dos pets saudáveis (Imagem: LightField Studios | Shutterstock)
Uma alimentação equilibrada é fundamental para manter os pelos dos pets saudáveis Crédito: Imagem: LightField Studios | Shutterstock

5. Deficiências nutricionais

Uma alimentação equilibrada é fundamental para a manutenção da pele e dos pelos saudáveis. A falta de nutrientes essenciais, como proteínas, ômega 3, vitaminas A e E, e minerais como zinco e ferro, pode resultar em fios fracos, opacos e sujeitos à queda.

Dietas inadequadas ou de baixa qualidade comprometem a saúde do animal a longo prazo. Investir em uma ração de boa procedência ou suplementação, quando necessário, pode fazer uma grande diferença na aparência e na resistência da pelagem.

6. Estresse e ansiedade

O estresse também pode ser um fator determinante para a queda de pelos em cães e gatos. Mudanças na rotina, falta de enriquecimento ambiental, chegada de novos pets ou membros da família e longos períodos de solidão podem causar ansiedade nos animais.

Alguns pets demonstram o estresse por meio de lambedura compulsiva e coceira, o que pode levar a falhas na pelagem. Proporcionar um ambiente seguro, oferecer brinquedos interativos e garantir momentos de interação são formas de reduzir o impacto do estresse na saúde do animal.

7. Doenças de pele

Infecções fúngicas, bacterianas e dermatites podem afetar a pele dos animais e resultar na queda de pelos localizada ou generalizada. A sarna , por exemplo, é uma condição causada por ácaros que pode levar à perda significativa da pelagem e a lesões na pele.

Doenças como a dermatofitose (micose) também comprometem a integridade dos pelos. Caso perceba áreas sem pelo, descamação, feridas ou mudanças na textura da pele do pet , a avaliação veterinária é essencial para iniciar o tratamento adequado.

Evitando a queda excessiva de pelos

A melhor forma de prevenir a queda anormal de pelos é manter um acompanhamento veterinário regular e garantir que o animal tenha uma alimentação balanceada, livre de deficiências nutricionais. A escovação frequente ajuda a remover fios soltos e estimula a circulação sanguínea na pele, promovendo o crescimento saudável dos pelos. 

Além disso, o controle de parasitas e a redução do estresse são medidas fundamentais para evitar problemas dermatológicos. “O veterinário também pode indicar a suplementação com ômega 3 ou outros nutracêuticos, caso avalie que seja necessário”, conclui Cinthya Ugliara.