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Livro reúne ilustrações para conectar crianças à ancestralidade negra

"No Quintal do Velho João" apresenta ainda poesias e textos que retratam a riqueza das religiões de matrizes africanas; obra marca criação de selo infantojuvenil de editora

  • Foto do(a) author(a) Tharsila Prates
  • Tharsila Prates

Publicado em 4 de abril de 2025 às 23:22

Páginas do livro
Páginas do livro "No Quintal do Velho João" Crédito: Divulgação

"No Quintal do Velho João", um livro para colorir que convida crianças e adultos a explorar o universo dos terreiros de religiões de matrizes africanas e a criar novos imaginários, acaba de ser lançado pela editora Encruzilhadas. O título marca a estreia do selo infantojuvenil Encruzilhadinhas, idealizado para fortalecer a educação antirracista e valorizar a cultura afro-brasileira desde os primeiros anos de vida.

Criado a partir de um trabalho coletivo de ilustradores e escritores do Terreiro Aruanda, comunidade afro-religiosa de Umbanda que valoriza a constituição identitária negra, o livro reúne textos, poesias e ilustrações que retratam a riqueza dos saberes das religiões de matrizes africanas. O lançamento foi nesta sexta-feira (4), no terreiro Aruanda, em São Paulo.

Renata Pallottini, uma das autoras, lembra: "Brincadeira, aqui, é coisa séria. É com lápis de cor que se desenham novos futuros, se inventam outros nomes, se contam outras histórias e se imaginam outros mundos possíveis de morar. Criança no terreiro é professora de gente grande".

"No Quintal do Velho João" propõe ainda um mergulho na ancestralidade e na coletividade, permitindo que crianças e jovens se reconheçam na cultura afro-brasileira de maneira acessível e lúdica. Ao preencherem as páginas com cores, os leitores entram em contato com os ensinamentos dos mais velhos e com os valores de oralidade, ritos e comunidade que estruturam os terreiros.

Educação antirracista

David Dias, Pai-de-Santo do Aruanda e Mestre em Ciência da Religião pela PUC-SP, idealizou o selo Encruzilhadinhas como uma ferramenta para construir imaginários negros desde a infância. "Os terreiros de Umbanda são espaços que podem fortalecer a educação antirracista desde cedo, resgatando a memória coletiva e criando novas referências. Queremos que as crianças cresçam reconhecendo a importância da sua ancestralidade e se vendo representadas nas histórias que leem", afirma David.

O livro está disponível para venda no site da Editora Encruzilhadas.