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'Bed rooting': Saiba o que é esse hábito e como ele pode prejudicar a sua rotina

Expressão é utilizada pela geração Z para uma nova tendência de ‘autocuidado’

  • Foto do(a) author(a) Elis Freire
  • Elis Freire

Publicado em 5 de abril de 2025 às 14:00

 ‘Bed rooting’ é o hábito de ficar no celular na cama durante o dia
‘Bed rooting’ é o hábito de ficar no celular na cama durante o dia Crédito: Shutterstock

O celular se tornou um objeto indispensável ao longo do dia e o hábito de rolar o feed virou um grande distrator para momentos de tédio e espera. Ao acordar, também não tem sido diferente: checar o aparelho é a primeira coisa que muitos fazem ao iniciar o dia.

No entanto, um hábito tem chamado a atenção, ganhando até nome em inglês: usar o celular durante o dia deitado na cama. Considerado erroneamente como uma tendência de “autocuidado”, o "bed rotting" ganhou destaque na internet entre a geração Z.

Do inglês, o "bed rotting” consiste em passar horas deitado na cama, rolando o feed do celular, maratonando séries ou até mesmo trabalhando.⁠ Difundido como uma forma de recarregar as energias, especialistas alertam que a prática pode prejudicar a qualidade do sono e os níveis de energia ao longo do dia, desregulando o chamado “relógio biológico”.

O hábito até virou trend com mais de 76 milhões de visualizações no TikTok, mas sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia. Na verdade, a única comprovação é em relação aos malefícios de ficar tanto tempo utilizando o aparelho, principalmente logo ao acordar.

Entenda os riscos

O psiquiatra André Felipe Martins, do Hospital Albert Einstein,  alertou ao Gshow que a prática do ‘Bed rooting’ pode desregular a rotina, piorando sintomas de ansiedade ou depressão. Como revela levantamento do grupo Waffle: 21% dos jovens relataram experiências negativas relacionadas às redes sociais, como ansiedade e estresse.

Passar mais tempo na cama mexendo no celular, assistindo à televisão, comendo ou fazendo nada pode parecer uma boa alternativa para descansar e esquecer dos problemas, mas não é bem assim que os especialistas entendem.

A busca de uma rotina mais leve pode ser interessante, mas o bed rotting não deve ser a alternativa, segundo o psiquiatra. “Atualmente, as pessoas têm mais percepção de que o trabalho excessivo pode levar ao sofrimento, como em casos de burnout. O bed rotting vem como uma resposta a isso, porém sem embasamento científico”, esclarece André.

Isso porque o nosso organismo é influenciado por fatores externos, como os períodos claro (dia) e escuro (noite) e o uso de telas, emitindo luz azul por longos períodos alteram essa percepção. Funções fisiológicas, inclusive, podem ser alteradas com queda na produção de vitaminas como a B6, B12 e D – essencial para imunidade e absorção de cálcio.

Além disso, o especialista alerta para a desregulação de padrões alimentares, “contribuindo para alteração de peso, procura por alimentos menos saudáveis e o sedentarismo”. Outros sintomas possíveis são: piora de sintomas de ansiedade e depressão e a inversão do sono, com o indivíduo dormindo durante o dia e ficando acordado à noite.