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Da Redação
Publicado em 3 de julho de 2020 às 10:31
- Atualizado há 2 anos
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para assumir o Ministério da Educação. A informação é da Folha de S. Paulo.>
Antes de Carlos Decotelli ser anunciado, na última semana, Feder chegou a ser cotado para a pasta. Pesava contra o nome dele o fato de ter sido em 2018 um dos principais doadores da campanha de João Doria ao governo de São Paulo.>
Decotelli acabou pedindo demissão do cargo antes de tomar posse por conta de polêmicas envolvendo seu currículo. Depois disso, Feder ligou para o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmando ter interesse em ser ministro.>
Aliados dizem que o empresário também tentou entrar em contato com Olavo de Carvalho, através de alunos do chamado "guru da direita", mas não teve retorno. A ala olavista do governo tem muito interesse na pasta da Educação.>
Quando o nome de Feder foi considerado inicialmente, também surgiu a informação de que ele foi denunciado por sonegação fiscal e responde a processo milionário na Justiça de São Paulo, que corre em sigilo.>
Em 2016, Feder e o sócio, Alexandre Ostrowiecki, administradores da empresa de informática Multilaser Industrial S.A., foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf), por fraude de R$ 3,2 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).>
O processo corre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e ainda está em fase de tramitação. Feder foi indicado ao cargo pelo governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD).>
Outros nomes também foram cotados para a pasta, incluindo o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant'Ana e o membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) Antonio Freitas - pró-reitor da FGV, este último aparecia como orientador do doutorado não concluído por Decotelli.>