Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Desconforto, surpresa e indignação: veja os bastidores da troca de comando no alto escalão da SSP

As trocas foram publicadas no Diário Oficail do dia 25

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 1 de abril de 2025 às 13:16

Fala de Marchesini surpreendeu o público
Fala de Marchesini surpreendeu o público Crédito: Reprodução/Redes sociais

A chamada "oxigenação" no alto escalão da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSPBA) foi publicada no Diário Oficial no último dia 25, mas ainda hoje gera polêmica. Um dos exonerados, coronel Adson Marchesini, ficou magoado quando soube que deixaria o cargo de comandante do Corpo de Bombeiros. Mas o que está por trás da dança das cadeiras? Nos bastidores, fala-se na junção de três fatores. No entanto, o que mais pesou foi o pedido do titular da pasta, o secretário Marcelo Werner.

"Quando entrou, ele não pôde fazer nenhuma modificação no comando das instituições. Após deixar claro ao governador (Jerônimo Rodrigues) que tem alcançado resultados, por isso, ele quis fazer suas próprias indicações. A única alteração que fez logo quando entrou foi no DPT (Departamento de Polícia Técnica), quando o diretor na época precisou ser substituído por motivo de saúde. Ainda assim, Ana Cecília, que entrou no lugar, foi substituída nesta levada", declara fonte da SSP.

Outro fator foi a estabilidade econômica. "Todos que foram substituídos saíram com o teto máximo das gratificações, o DAS1. Eles saíram dos cargos de confiança ganhando uma remuneração que só está abaixo do secretário e do governador", conta. O governador Jerônimo Rodrigues recebe R$ 36.894,89.

A necessidade de "dar um gás" é apontada como a última condição para as mudanças. "Os coronéis Marchecini e Paulo Coutinho (ex-comandante da Polícia Militar), por exemplo, entraram na década de 1980. Eles são bastante atuantes, mas existem outros profissionais bem mais novos e tão competentes quanto eles", pontua a fonte.

Desconforto

A posse do novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB) foi marcada por um desabafo do antigo dirigente da corporação, o coronel Adson Marchesini. Na solenidade, realizada nesta segunda-feira (31), Marchesini criou um desconforto ao governador Jerônimo Rodrigues, ao demonstrar seu descontentamento com a exoneração.

"Quando tomei conhecimento de que fui exonerado, não vou mentir, fiquei muito triste com o senhor [Jerônimo]. Não tenho raiva, mas aquele sentimento de dor. O que foi que errei para ser exonerado do Corpo de Bombeiros, uma instituição que eu lutei?", disse, em vídeo que circula nas redes sociais. No lugar dele entrou o coronel Aloísio Mascarenhas.

O ex-comandante disse que não foi avisado da mudança e que não dormiu na noite que soube da notícia. "Eu não dormi aquela noite. Fiquei buscando uma resposta. Não vou mentir ao senhor, doeu demais. Foi a primeira vez que vi minha filha chorando muito", completou. Ele estava no cargo desde 2021.

O outro que ficou indignado foi o ex-comandante geral da PM, coronel Paulo Coutinho. "Ele disse para imprensa que tinha sido avisado com antecedência, mas não foi nada disso. Ele ficou retado porque ficou sabendo por outras pessoas que a sua saída era mais que certa. Ficou magoado", conta a fonte. Coutinho foi substituído pelo coronel Antônio Carlos Magalhães.

A única que não demonstrou descontentamento, a princípio, foi a ex-delegada geral da Polícia Civil, Heloísa de Brito.