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Nem Jerônimo suporta a morosidade do governo dele

Governador reclama dos sucessivos atrasos em obra de nova rodoviária, tocada pelo estado

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  • Editorial

Publicado em 21 de março de 2025 às 05:00

Se algum desavisado ler as declarações do governador Jerônimo Rodrigues a respeito do atraso na implantação da nova rodoviária de Salvador, pode imaginar que se trata de algum opositor falando. A obra, que inicialmente estava prevista para ser entregue em janeiro de 2023, vem se arrastando e ganhando novos prazos de entrega. Até o final do ano passado, falava-se no primeiro trimestre de 2025, agora, no mês passado, a previsão passou para junho e agora já se indica o mês de agosto.

“Fico impaciente, pois temos dinheiro em caixa, temos projeto, e por algum motivo por parte da empresa que ganhou a licitação pública, não acontece a contento do que a população precisa”, foi o mais recente desabafo do governador, no último dia 13, falando como se não fosse a gestão dele a responsável pelo projeto. Segundo Jerônimo, cerca de 80% do projeto, que tem um orçamento de R$ 120 milhões, estaria concluído.

A realidade é que os constantes atrasos e remarcações de prazos estão longe de ser uma exceção na gestão petista.

Se não houver nenhum novo atraso, o Veículo Leve de Transporte (VLT) de Salvador, que substituirá o trem do Subúrbio – deverá ser entregue completamente em outubro de 2027. Contando desde a licitação vencida pelo consórcio Skyrail Bahia, em 2018, terão se passado quase 10 anos. O projeto orçado em R$ 1,5 bilhão passou por algumas idas e vindas e as obras só se iniciaram mesmo no ano passado. Ah, o custo da obra também mudou e agora está estimado em R$ 3,6 bilhões, um aumento de 140%.

Em meio à morosidade, a população do Subúrbio Ferroviário de Salvador completou no último dia 15 quatro anos sem uma alternativa de transporte ferroviário. Com muita fé de que o projeto agora vai, terão que esperar mais dois anos.

Difícil é arriscar um palpite para a Ponte Salvador-Itaparica, prometida ainda no primeiro governo de Jaques Wagner. A megaestrutura, que tem potencial para criar um novo vetor de desenvolvimento para o estado, já elegeu dois governadores petistas sem jamais ter saído do papel. Se tudo der certo, o primeiro carro vai atravessar a estrutura em 2032. Além dos prazos, a estimativa de custos do projeto também aumentaram com o passar dos anos. Em 2019, foi lançado um plano de negócios para a obra, em regime de uma parceria público-privada (PPP), com um valor estimado de R$ 7,6 bilhões.

Em 2023, Jerônimo chegou a falar em um custo de R$ 13 bilhões. Em um consenso recente, mediado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), chegou-se a uma conta de R$ 10 bilhões, sendo que o valor injetado pelo estado na obra passou de R$ 1,5 bilhão para R$ 5 bilhões.

Neste contexto, é fácil compreender a impaciência do governador Jerônimo Rodrigues em relação à obra da rodoviária. Dentre as grandes obras prometidas pelo gestor, é a única que ele tem a possibilidade de entregar em seu mandato. Mas, neste ritmo, a pergunta que fica é: será que dá tempo?