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Fim do PT: saiba como evitar a ressaca no Carnaval

Estratégias incluem hidratação intensa e ingestão de alimentos e substâncias capazes de diminuir os efeitos do álcool no organismo

  • Foto do(a) author(a) Larissa Almeida
  • Larissa Almeida

Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 05:30

Imagem Edicase Brasil
Bebida alcóolica no Carnaval Crédito: Vergani Fotografia | Shutterstock

Que atire a primeira pedra o jovem folião, curtidor nato do Carnaval de Salvador, que nunca exagerou na bebida e deu trabalho para os amigos. Que também atire a primeira pedra aquele que tem no grupo favorito da resenha um integrante que sempre sai arrastado ou trocando as palavras dos circuitos da folia. Pois bem, é possível dizer que os dias de dar trabalho – ou ser babá do que dá trabalho – estão chegando ao fim. Isso porque, segundo especialista ouvida pela reportagem, é possível desbancar a Perda Total (PT), termo usado para se referir ao desligamento do organismo pelo excesso de álcool, e evitar a ressaca no Carnaval.

Quem garante que há estratégias possíveis de serem adotadas pelos foliões a fim de evitar a ressaca é a nutricionista Júlia Mascarenhas. Ela, que atua na Nutrition’all, afirma que o primeiro passo para alcançar esse objetivo é através da hidratação. “A primeira medida é beber água antes, durante e após o consumo do álcool. A ressaca é advinda da desidratação”, afirma.

Outro ponto de destaque é a alimentação. Antes de curtir a folia, é preciso garantir que o estômago esteja ‘forrado’ antes de ingerir bebida alcóolica. Por isso, é recomendado comer alimentos ricos em proteína e em outros nutrientes, como ovos, castanhas e arroz integral.

Um passo importante para evitar a ressaca é escolher as bebidas alcóolicas com menores concentrações de congêneres – substâncias químicas presentes em algumas bebidas que potencializam o efeito da embriaguez –, como whisky e conhaque. Uma vez escolhida a bebida, é aconselhado intercalar uma dose do líquido alcóolico com uma dose de água.

Júlia Mascarenhas ressalta que não existem medicações que evitem a embriaguez, porque o álcool atua diretamente no sistema nervoso central, seguindo um fluxo que não permite interferência. Contudo, algumas substâncias podem reduzir os efeitos e ajudar na metabolização da bebida alcóolica.

“As vitaminas do complexo B ajudam a minimizar os efeitos colaterais do álcool, assim como o NAC (N-acetil L-cisteína), um suplemento alimentar derivado do aminoácido cisteína que auxilia na produção de uma substância que ajuda o fígado a metabolizar o álcool. Outro auxiliador é o carvão ativado, que pode ajudar a reduzir a absorção de impurezas presentes em algumas bebidas, mas também não impede a absorção do álcool”, explica.

O uso de uma substância que diminua a absorção do álcool aliada a uma hidratação constante pode evitar a ressaca, mas há outras estratégias. Uma delas é beber devagar e sempre colocando pedras de gelo no copo. Ainda, comer durante e após o fim da ingestão de bebidas, e praticar um exercício físico, ajudam a liberar mais rapidamente o álcool do corpo. Também vale investir em compostos naturais, como chás de hortelã e boldo, água de coco, cúrcuma, ovos e própolis.

Em média, o fígado metaboliza 0,10 a 0,15 gramas de álcool por litro de sangue a cada hora. “Uma lata de cerveja, uma taça de vinho e uma dose de Whisky leva, aproximadamente, uma ou duas horas para ser metabolizada. Se uma pessoa consome cinco doses, ela leva aproximadamente seis ou sete horas para eliminar esse álcool do organismo”, afirma a nutricionista.

Diante do cronograma de metabolização do organismo, mesmo com as medidas de minimização dos efeitos da bebedeira, Júlia Mascarenhas reforça que é preciso haver moderação. “Não dá para exagerar na bebida”, alerta.

O projeto Correio Folia é uma realização do jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.