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Carol Neves
Publicado em 1 de março de 2025 às 11:12
Um vídeo que mostra o momento que a Polícia Militar dispersa uma roda de foliões durante o desfile da BaianaSystem viralizou nas redes sociais neste sábado (1). A cena mostra a PM atacando as pessoas com cassetetes. O episódio aconteceu na quinta, quando o grupo desfilou no Circuito Osmar (Campo Grande). >
"Eu já sabia que eles iam entrar batendo", diz do Navio Pirata o cantor Russo Passapusso. "Ninguém estava passando nada, nada, nada. Já vi aqui de longe", diz. O público vaia e ele pede para as pessoas baterem palma. "Constrangimento, aquele constrangimento. Como é nome da capitã e do capitão? Capitão Roberto, major Rebeca. Vamos trabalhando. Gostaria de agradecer a toda força de segurança que está trabalhando", acrescenta. >
Depois, ele continua e diz que vai mudar a música para evitar confusão. "Acho que não vai dar pra cantar esse tipo de música aqui não, senão a gente vai apanhar. Vamos fazer uma coisa mais leve. Samba reggae. Vocês não sabem o que é ver o que eu vejo. Então vamos entrar de novo. Aqui é complicado", continua o artista. Na hora da confusão, a banda apresentava um medley que costuma fazer em shows.>
Em outro ponto do desfile, o cantor agradece as forças de segurança. "Bate palma, abre o caminho para segurança. Plantar amor. Fala assim, 'é só amor'. Abre espaço para eles trabalharem, ele estão aqui trabalhando. Aproveita e estende essas palmas aos ambulantes".>
Nas redes sociais, os comentários foram em sua maioria críticos ao comportamento da PM. "O monstros quando põem o fardamento e se agrupam, dá nisso - Necropolítica pura", escreveu um internauta. "Respeitar a polícia é uma coisa, mas não se pode normalizar agressão gratuita e aleatória", escreveu outro. "Eu tava lá! O maior problema do Carnaval de Salvador é a PM". "É preciso coragem para ir ao Carnaval, sabendo que vai apanhar da polícia". Outros consideraram que o policiamento estava correto. "Deixa a PM em casa então", sugeriu ironicamente um comentarista. "Ser policial nesse país é uma desgraça", lamentou um. >
A reportagem procurou a assessoria da Polícia Militar para comentar o episódio, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. >