Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Voz fina tem cura? Médica explica como tratar o distúrbio que afeta homens adultos

Muda vocal incompleta pode impactar a autoconfiança, mas tratamento traz resultados

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 2 de abril de 2025 às 08:47

João Pedro viralizou com mudança na voz
João Pedro viralizou com mudança na voz Crédito: Reproduçaõ

A voz é nossa primeira apresentação ao mundo, mas para alguns homens adultos, esse cartão de visitas soa diferente do esperado. A chamada muda vocal incompleta ocorre quando a voz mantém características infantis mesmo após a puberdade, condição que afeta aproximadamente uma em cada 900 mil pessoas. A otorrinolaringologista Érica Campos, referência em laringologia com formação na Unicamp, Harvard Medical School e Mount Sinai Hospital, explica que durante a adolescência a laringe deveria crescer e as cordas vocais se desenvolver, tornando a voz mais grave.

Casos como o do ex-lutador Anderson Silva, conhecido por sua voz fina, e o do estudante João Pedro, cuja transformação vocal viralizou em 2024 após fonoterapia, ilustram bem essa condição. "São homens que passaram pela puberdade, mas mantêm características vocais infantilizadas. O impacto na qualidade de vida pode ser significativo", observa a médica.

Veja vídeo do estudante João Pedro: 

Como é feito o tratamento? 

O tratamento pode variar desde sessões de fonoterapia até procedimentos cirúrgicos como a tireoplastia tipo III, que promove o relaxamento das cordas vocais. No pós-operatório, recomenda-se repouso vocal por uma semana seguido de acompanhamento fonoaudiológico, com os resultados aparecendo progressivamente nos meses seguintes.

A mesma especialista que trata a muda vocal incompleta também atua na feminilização vocal para mulheres trans através da glotoplastia. "Esses procedimentos vão além da estética, têm papel fundamental no processo de identidade e pertencimento", explica Érica Campos, que atua como preceptora no Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (Ufba) e no Hospital Otorrinos.

Enquanto alguns pacientes como Anderson Silva demonstram aceitação de sua voz singular, outros buscam alternativas para se sentirem mais confortáveis. "Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. O importante é que as pessoas saibam que existem opções para quem deseja modificar sua voz", finaliza a especialista, destacando que a escolha do tratamento deve considerar tanto aspectos físicos quanto emocionais do paciente.