Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Um dos primeiros sinais de Alzheimer já pode aparecer aos 40 anos

Cientistas tentam criar uma ferramenta de diagnóstico que ajude a identificar o Alzheimer em seus estágios iniciais

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 7 de fevereiro de 2025 às 11:37

Alzheimer
Alzheimer Crédito: Shutterstock

O Alzheimer tem a idade como seu principal fator de risco, com sintomas clássicos geralmente surgindo após os 65 anos. No entanto, indivíduos com histórico familiar da doença podem apresentar sinais precocemente. Um estudo publicado em fevereiro de 2024 revelou que dificuldades de locomoção, como a perda de orientação ao caminhar, podem ser um indicativo da doença já por volta dos 40 anos.

De acordo com pesquisadores da University College London, no Reino Unido, a combinação de desorientação espacial e dificuldade em compreender o ambiente pode ser um dos primeiros sinais do Alzheimer em pessoas com predisposição à doença. Os testes realizados com capacetes de realidade virtual mostraram que indivíduos com maior risco de demência tiveram os piores desempenhos em tarefas de orientação. Essa descoberta sugere que problemas de locomoção podem surgir anos ou décadas antes de outros sintomas, abrindo caminho para um diagnóstico mais precoce.

A identificação antecipada de sinais específicos do Alzheimer pode permitir diagnósticos mais precisos e oportunos. Como a doença ainda não tem cura, detectar precocemente a possibilidade de desenvolvê-la é crucial. Com base nessas descobertas, os cientistas esperam criar uma ferramenta de diagnóstico que ajude a identificar o Alzheimer em seus estágios iniciais.

Em relação ao tratamento, medicamentos como lecanemab e donanemab, que atuam na eliminação de placas amiloides no cérebro (associadas ao Alzheimer), são promissores para os estágios iniciais da doença. No entanto, mais estudos são necessários para avaliar completamente seus benefícios e efeitos colaterais, como a redução do volume cerebral, que também pode ser prejudicial.

Enquanto avanços no diagnóstico e tratamento são desenvolvidos, é importante estar atento a outros sinais iniciais da doença, que podem variar de pessoa para pessoa. Entre os sintomas comuns estão:

  • Problemas de memória que interferem no trabalho e nas atividades diárias;
  • Dificuldade para realizar tarefas rotineiras;
  • Desafios na comunicação, como esquecer palavras;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Redução da capacidade de julgamento e crítica;
  • Dificuldades de raciocínio;
  • Alterações frequentes de humor e comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda de iniciativa para realizar atividades.

Conforme a doença progride, funções mentais como linguagem, orientação espacial, pensamento lógico e regulação emocional são afetadas. Nos estágios mais avançados, surgem prejuízos motores, como dificuldade para caminhar, engolir e controlar esfíncteres, tornando o indivíduo totalmente dependente. Embora o Alzheimer em si não seja fatal, suas complicações podem levar ao óbito. O tempo entre os primeiros sintomas e a fase avançada pode variar de 10 a 15 anos.