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Da Redação
Publicado em 2 de maio de 2024 às 16:20
Presa depois de levar o tio morto para retirar um empréstimo em um banco no Rio, Érika Souza deixou a cadeia na tarde desta quinta-feira (2). Ela estava presa desde 16 de abril no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu, e foi liberada por determinação judicial, no mesmo dia em que se tornou ré pelo crime. >
Em frente à cadeia, Érika foi recebida com abraços por familiares, que foram buscá-la. A advogada também estava presente. O filho mais velho dela, Eliseu Nunes dos Santos, 28 anos, ficou cerca de 6h esperando os trâmites para liberação da mãe da cadeia. Falando a O Globo, o rapaz disse que a mãe vai provar que é inocente. >
"Estamos felizes com a saída dela. Minha irmã mais nova pergunta por ela todos os dias. Minha mãe vai conseguir provar sua inocência e tentar voltar para normalidade. Estamos sofrendo com a partida do tio Paulo. Foram duas perdas grandes, a partida dele e a prisão dela. Agora, é orar por justiça", disse. >
A juíza Luciana Mocco, titular da 2ª Vara Criminal de Bangu, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Érika, por tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver. A mesma magistrada revogou a prisão preventiva de Érika, que vai responder pelo crime em liberdade, atendendo a algumas medidas cautelares. >
Além dos dois crimes pelos quais foi indiciada, Érika também está sendo investigada em um outro inquérito por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Para a Polícia Civil, inicialmente o caso foi de grave omissão de socorro e o inquérito vai analisar se ela deve responder também por esse crime.>
Na decisão pela liberdade de Érika, a juíza determinou que ela siga as seguintes medidas cautelas, sob pena de voltar a ser presa: comparecimento mensal ao cartório do juízo, para informar suas atividades e eventual mudança de endereço; se houver necessidade de internação para tratamento de saúde mental, um laudo deve ser apresentado; não pode sair da comarca por mais de sete dias, exceto com autorização judicial. >
A juíza justificou a decisão pela soltura de Érika destacando que ela é ré primária e tem residência, não tendo periculosidade para colocar a ordem pública em risco. “Entendo que as especulações (repercussão do caso) não encontram amparo na prova dos autos a justificar a medida excepcional do cárcere, ressaltando-se, por oportuno, que o clamor público não é requisito previsto em lei para decretação ou manutenção da prisão”, diz.>