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Elaine Sanoli
Publicado em 26 de março de 2025 às 21:08
Após levantarem falsos rumores de que Yara Paulino da Silva, de 28 anos, teria matado a própria filha, de dois meses, a jovem foi espancada até a morte. A suspeita é que uma facção criminosa tenha cometido o crime. O caso aconteceu em Rio Branco, capital acreana. As informações são do G1 Acre.>
Yara foi morta no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, na última segunda-feira (24). As informações indicam que ela foi arrastada de casa e atingida na cabeça na rua após um saco de ossos ter sido encontrado pelos integrantes da facção, que achavam que seriam da filha da vítima, que estava desaparecida.>
"Procura-se essa criança sumida da casa de sua mãe. A suspeita é de que o pai que a levou sem permissão da mãe. A mesma não é registrada e, possivelmente, o pai teve ajuda de terceiros", pedia uma mensagem compartilhada em um grupo de moradores do Conjunto. No entanto, laudos da Polícia Civil do Acre (PC-AC) reconheceram que os ossos encontrados próximos a casa da mulher eram de um cachorro. >
Segundo informações da Polícia Civil, a criança não foi registrada, visto que os documentos dos pais possuíam erros que impossibilitavam o procedimento. Mesmo não conseguindo efetuar o registro, os pais não voltaram a tentar tirar os documentos da filha. Conforme apontado pelo tenente Edilson do 2º Batalhão da Polícia Militar, a mulher era usuária de drogas. >
O pai da criança informou à polícia que havia se separado da vítima por conta do uso de drogas e que a menina estava desaparecida havia cerca de três semanas. Ele foi ouvido pelas autoridades. >
Segundo Ministério Público do Acre (MP-AC), Yara era mãe de outras duas crianças: umas de 10 anos e outra de dois anos. Suspeitos de matar Yara já foram identificados, mas ninguém foi preso até o momento. >