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Carol Neves
Publicado em 2 de abril de 2025 às 11:16
O Parkinson é um transtorno degenerativo que afeta gradualmente o sistema nervoso, comprometendo os movimentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4 milhões de pessoas no mundo convivem com a doença, que surge devido à degeneração de células na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção de dopamina, neurotransmissor essencial para o controle motor. >
"Quando há essa perda de dopamina, o cérebro tem mais dificuldade de enviar comandos precisos aos músculos, levando aos sintomas característicos", explica o neurologista Dr. Gabriel Xavier, especialista em transtornos do movimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).>
Entre os principais sintomas estão tremores, rigidez muscular e bradicinesia (lentidão dos movimentos). "Atividades simples tornam-se mais demoradas, e muitos pacientes também desenvolvem instabilidade postural, com dificuldade para se manter equilibrados", complementa o médico.>
A doença ainda pode causar alterações na fala, tornando a voz mais baixa e arrastada, além de afetar a escrita, que se torna menos legível. Dr. Gabriel ressalta que o Parkinson é progressivo: "No início, o corpo compensa a falta de dopamina, mas com o tempo os sintomas se tornam mais evidentes. Por isso, o diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz e personalizado".>
O especialista, formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e com experiência em hospitais de referência na Bahia, destaca que, apesar de ser uma condição crônica, o Parkinson não é uma sentença definitiva. "Com o acompanhamento adequado, é possível manter qualidade de vida e funcionalidade por muitos anos", finaliza.>