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Perla Ribeiro
Publicado em 2 de abril de 2025 às 10:14
O arquiteto Jefferson Dias, 43 anos, morto durante tentativa de assalto no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, tinha se casado recentemente e planejava ter filhos. Ele passava de carro com um amigo pela Rua Desembargador Armando Fairbanks quando presenciou o assalto a uma mulher por um motociclista. Câmeras de segurança registraram quando o criminoso subiu na calçada e desacelerou quando voltou para a rua. Neste momento, o arquiteto jogou o carro em direção à moto, atingindo o ladrão, que caiu, mas logo se levantou e fez os disparos na direção de Jefferson. O arquiteto caiu no chão e amigo que estava no banco do carona conseguiu correr. >
O criminoso largou a moto, que, segundo a polícia, era roubada, e fugiu a pé. A Polícia Militar recuperou uma das motocicletas usadas no crime e está analisando imagens de radares e câmeras de segurança da região. Uma equipe do Samu socorreu o arquiteto e o levou para o Hospital Universitário, mas ele não resistiu aos ferimentos. O velório e o enterro dele serão realizados na quinta-feira (3) no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A mulher vítima do assalto não se feriu.>
Em entrevista à TV Globo, a irmã do arquiteto, Jaqueline Dias destacou que Jefferson era uma pessoa de coração muito bom e que costumava ajudar todo mundo. "Estava sempre presente, sempre junto". Emocionada, a irmã falou sobre o quanto o irmão fará falta no dia a dia da família. "Vai fazer falta em todos os almoços aqui em casa, vai faltar ele mandando mensagem. Vai ser horrível, vai faltar um pedaço gigante", disse. Ela lamentou ainda a interrupção do sonho do irmão de formar uma família. O arquiteto tinha se casado recentemente e desejava ter filhos.>
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações estão em andamento para tentar identificar e prender os envolvidos. A pasta também reforçou a importância de não reagir a assaltos, porque qualquer atitude do tipo pode aumentar o risco de violência. "Qualquer movimento inesperado pode ser interpretado como uma ameaça pelo criminoso, aumentando o risco de violência. A orientação é buscar um local seguro após o crime e acionar as polícias, seja a PM, por meio do telefone 190, ou a Polícia Civil, registrando os fatos nas delegacias territoriais ou por meio eletrônico", orientou em nota.>