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Carol Neves
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 11:02
Uma operação integrada das polícias Militar e Civil terminou com oito suspeitos mortos e um policial militar ferido na madrugada desta quinta-feira (29), em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. A ação ocorreu nas proximidades do Rio Jequitinhonha, em uma área de mata fechada no bairro Renovação. >
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), equipes interceptaram um grupo criminoso que estaria se organizando para tentar resgatar detentos do presídio do município. A abordagem aconteceu por volta das 5h30, durante incursões realizadas por unidades ordinárias e especializadas. >
No momento do cerco, houve troca de tiros. Oito integrantes do grupo foram atingidos, socorridos para uma unidade de saúde da região, mas não resistiram aos ferimentos. Até o momento, não foram divulgadas as identidades dos suspeitos. Informações preliminares indicam a possível participação de traficantes oriundos do Rio de Janeiro.>
Durante a operação, um policial militar da Rondesp Sul foi baleado na perna. Ele recebeu atendimento médico e permanece internado. Não há detalhes sobre o estado de saúde dele.>
Ainda segundo a SSP, armas, carregadores e munições foram apreendidos no local. As ações ostensivas e de inteligência seguem reforçadas em toda a região. Denúncias sobre integrantes de facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181, do Disque Denúncia.>
Fuga em 2024>
A operação policial desta quinta-feira ocorre pouco mais de um ano após a fuga em massa registrada no Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024. Na ocasião, oito criminosos armados invadiram a unidade e resgataram Edinaldo Pereira Souza, o Dadá, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), além de outros 15 detentos. A ação envolveu tiros contra agentes, corte de grades e a fuga pelo telhado. Dois dias depois, a direção do presídio foi afastada e o governo estadual decretou intervenção administrativa.>
Fugitivos Eunápolis
Desde então, o caso teve uma série de desdobramentos. Suspeitos e fugitivos morreram em confrontos, e a ex-diretora Joneuma Silva Neres foi presa em janeiro de 2025. Denúncia do Ministério Público da Bahia aponta que ela obteve ganhos financeiros para atuar em favor de presos ligados à facção PCE, posteriormente incorporada pelo Comando Vermelho, além de irregularidades na gestão que indicam sua participação na fuga.>